Maior banco francês, o BNP Paribas apresentou um resultado melhor do que se imaginava, no primeiro trimestre, apesar de uma queda de 21% no lucro líquido do período. O impulso veio do varejo, que ajudou a instituição a minimizar o impacto negativo em sua área de investimentos, parte dela contaminada pela crise nas hipotecas de risco dos EUA (subprime). O lucro do primeiro trimestre caiu para 1,981 bilhão de euros (US$ 3,1 bilhões), devido à baixa contábil, na divisão do banco de investimentos, na ordem de 514 milhões de euros, levada pela crise de crédito.
O balanço, no entanto, superou as expectativas médias dos principais analistas financeiros da Europa, com a divulgação de um lucro líquido de 1,675 bilhão de euros. Segundo um dos principais gestores de fundos do continente, "O BNP teve um resultado muito acima daqueles obtidos por seus concorrentes".
- O banco francês não foi tão atingido pela crise do subprime quanto seus concorrentes ingleses, sem contar os norte-americanos - disse o analista. O prejuízo do Citigroup, no primeiro trimestre, chegou a US$ de 5,1 bilhões, sob a pressão de mais de US$ 16 bilhões em baixas contábeis e custos vinculados a crédito.