Os legistas do IML (Instituto Médico Legal) de São Paulo enfrentam dificuldades para concluir a identificação das últimas pessoas mortas no acidente com o vôo 3054 da TAM, ocorrido em 17 de julho. Falta identificar os restos mortais de ao menos cinco pessoas. No total, o acidente matou 199 pessoas.
Segundo a Secretaria da Segurança Pública, a quem o IML é subordinado, os trabalhos estão lentos porque as amostras de DNA coletadas são ruins, e os exames não dão resultado. Por isso, o procedimento tem sido repetido diversas vezes. Os profissionais do IML não estão autorizados a dar entrevistas enquanto os trabalhos não terminarem.
Conforme os registros fornecidos pela TAM, ainda falta reconhecer Andrei Francois Mello, Ivalino Bonato, Levi Leão, Rodrigo Benachio e de uma das tripulantes, Michelle Leite.
O acidente ocorreu no aeroporto de Congonhas, na zona sul de São Paulo. O avião da TAM, um Airbus-A320 com 187 pessoas a bordo, pousou na pista principal do terminal, mas não conseguiu frear. Ele passou sobre a avenida Washington Luís e explodiu ao bater contra um galpão da TAM Express, o setor de transporte de cargas da empresa.
De acordo com o Corpo de Bombeiros, 220 sacolas com restos mortais de vítimas foram recolhidas no local do acidente.