Rio de Janeiro, 06 de Fevereiro de 2026

IML inicia coleta de sangue de corpos para DNA

Segunda, 23 de Julho de 2007 às 07:57, por: CdB

O médico legista, inspetor e assessor da diretoria do IML José Jarjura Jorge Junior, informou nesta manhã que o trabalho de identificação das vítimas está ficando cada vez mais difícil e que começou o processo de coleta de sangue dos corpos, para identificação através de testes de DNA.

Jarjura negou que o processo de identificação das vítimas esteja privilegiando o reconhecimento de "pessoas famosas", como têm reclamado alguns familiares. — Absolutamente não houve privilégio. Saíram primeiro os corpos que tinham sido mais facilidade de serem identificados. Estamos fazendo o possível — declarou.

De acordo com Jarjura, o trabalho está sendo feito com técnica e metodologia, 24h por dia. O médico citou como exemplo os dois reconhecimentos mais recentes, das vítimas Adelaide Helegda Rolim de Moura e Mariana Suzuki Sell, que ocorreram durante a madrugada desta segunda-feira. Ele afirmou que o ritmo de trabalho está normal e acrescentou: — é melhor trabalharmos com qualidade do que quantidade. Os legistas com mais experiência estão trabalhando no caso, mas todos os profissionais da capital estão envolvidos —.

Na opinião do médico, o processo de identificação das vítimas está sendo mais eficiente do que na ocasião do acidente com o Fokker 100 da TAM, em 1996, em que 99 pessoas morreram. Na época, declarou Jarjura, levou-se até quatro meses para identificar os corpos sendo que, entre as vítimas do vôo 3054 da TAM, "é provável que a maioria saia antes desse prazo".

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