Rio de Janeiro, 13 de Fevereiro de 2026

IML identifica 15 dos 25 presos carbonizados em cadeia de Minas

Quinze dos 25 detentos mortos ontem em uma briga entre gangues na cadeia de Ponte Nova (MG) foram identificados pelo IML (Instituto Médico Legal) de Minas, até a manhã desta sexta-feira. Os nomes ainda não foram divulgados.

Sexta, 24 de Agosto de 2007 às 08:36, por: CdB

Quinze dos 25 detentos mortos ontem em uma briga entre gangues na cadeia de Ponte Nova (MG) foram identificados pelo IML (Instituto Médico Legal) de Minas, até a manhã desta sexta-feira. Os nomes ainda não foram divulgados. De acordo com a Polícia Civil, às 10h desta sexta, os familiares grande parte dos presos já identificados viajava de Ponte Nova para Belo Horizonte (MG) para fazer o reconhecimento dos corpos.

Os 25 apontados como responsáveis pelo conflito foram ouvidos pela Polícia Civil e autuados em flagrante. O governo de Minas também instaurou uma sindicância para apurar o caso.

Superlotação e investigação

Na carceragem da 12ª Delegacia Regional da Polícia Civil havia 173 pessoas, embora a capacidade fosse para 87. Há 12 celas no local. Em nota, o governo estadual afirmou tem feito investimentos para reduzir o déficit no número de vagas no sistema prisional. Durante todo o dia foram realizadas transferências de presos para outras unidades.

O governador de Minas Gerais, Aécio Neves (PSDB), determinou ao secretário de Defesa Social, Maurício Campos Júnior, abertura de sindicância administrativa e inquérito policial para apurar as causas do conflito de quinta-feira,  na Cadeia Pública de Ponte Nova, que resultou na morte de 25 detentos. Também determinou ao secretário de Desenvolvimento Social, Custódio Matos, a cooperação com os demais órgãos do Estado para agilizar o trabalho de assistência às famílias dos presos e das 25 vítimas.

Campos Júnior afirmou que a sindicância e inquéritos instaurados concluirão quais circunstâncias motivaram o conflito entre dois grupos rivais dentro da unidade. As primeiras apurações indicam que o tumulto foi provocado por detentos das celas 8 e 9, seguido de incêndio. A perícia técnica que está sendo realizada apontará se o incêndio se deu em decorrência do enfrentamento entre os detentos ou se foi provocado intencionalmente por um dos grupos rivais.

Segundo o secretário, o governador determinou urgência e agilidade na identificação dos presos mortos no confronto. Uma equipe do Instituto Médico Legal foi deslocada para Ponte Nova para coletar material genético junto a familiares das vítimas com o objetivo de acelerar a identificação das vítimas. Os 25 corpos das vítimas estão no IML de Belo Horizonte.

A Secretaria de Estado de Defesa Social (Sefs) vai realizar estudos técnicos sobre a possibilidade de reformas no prédio da cadeia de Ponte Nova (MG). De acordo com os resultados, o lugar pode ser desativado.

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