IML afirma que não há prazo para identificação das vítimas do acidente de avião
O diretor do Instituto Médico-Legal (IML) de São Paulo, Ivan Miziara, informou nesta quinta-feira que não há prazo para encerramento dos trabalhos de identificação das vítimas do acidente de avião que matou, em plena campanha presidencial, o candidato do PSB, Eduardo Campos, ex-governador de Pernambuco, e mais seis pessoas. Até agora, não foi possível o reconhecimento de nenhum dos restos mortais.
Miziara explicou que a identificação das vítimas está sendo um trabalho muito complexo porque os corpos estão bastante fragmentados e o processo deve seguir protocolo internacional
O diretor do Instituto Médico-Legal (IML) de São Paulo, Ivan Miziara, informou nesta quinta-feira que não há prazo para encerramento dos trabalhos de identificação das vítimas do acidente de avião que matou, em plena campanha presidencial, o candidato do PSB, Eduardo Campos, ex-governador de Pernambuco, e mais seis pessoas. Até agora, não foi possível o reconhecimento de nenhum dos restos mortais.
Miziara explicou que a identificação das vítimas está sendo um trabalho muito complexo porque os corpos estão bastante fragmentados e o processo deve seguir protocolo internacional. De acordo com ele, 50 pessoas entre legistas, peritos e técnicos, com acompanhamento da Polícia Federal, participaram do trabalho, iniciado nesta quarta-feira à noite.
O deputado federal Beto Albuquerque, líder da bancada do PSB na Câmara dos Deputados, que esteve pela manhã no IML, disse que recebeu informação de que o prazo mais otimista para conclusão dos trabalhos é sábado. O ex-ministro da Saúde e candidato ao governo de São Paulo, Alexandre Padilha, também esteve no local. Os dois políticos informaram que há decisão para os corpos serem liberados somente quando todos estiverem identificados.
O acidente ocorreu nesta quarta, em Santos, quando o avião refazia os procedimentos para pouso no município vizinho de Guarujá, após arremeter na primeira tentativa, por mau tempo. Além de Campos, morreram Pedro Valadares, assessor direto; Carlos Augusto Percol, assessor de imprensa; Marcelo Lira, cinegrafista; e Alexandre Severo, fotógrafo oficial, além dos pilotos da aeronave Cessna 560XL, prefixo PR-AFA, Marcos Martins e Geraldo da Cunha.
Piloto
O delegado da Polícia Civil e diretor do Departamento de Polícia Judiciária de São Paulo Interior (Deinter) de Santos, Aldo Galeano, disse que, embora a investigação das causas do acidente fique a cargo da Aeronáutica, pela dinâmica da descida do jato, é provável que o piloto estivesse consciente no momento da queda. “O avião caiu num lugar que tinha um certo espaço e ele procurou enfiar o bico no meio do bambuzal para amortecer a velocidade do impacto, talvez tentando salvar alguma vida”, declarou. Segundo ele, após uma observação do mapa da área, repleto de prédios, o jato caiu no único espaço amplo, com alguma condição de decolagem.
Galeano declarou que a prioridade da polícia, neste momento, é liberar os corpos de Eduardo Campos, candidato à Presidência da República, e dos seis membros de sua comitiva que morreram nesta quarta-feira em um acidente aéreo em Santos. “A gente quer acelerar essa parte para as famílias terem um conforto de pelo menos velar as pessoas que se vitimaram”, disse ele.
Segundo o delegado, o prazo para liberação dos corpos, que estão no Instituto Médico Legal (IML) na capital paulista, vai variar de dois a três dias. Os restos mortais serão separados conforme o material genético recolhido. Esse trabalho depende também do tempo de demora da chegada de amostras de DNA dos familiares das vítimas.
Aldo Galeano informou ainda que a Polícia Civil apura se houve homicídio culposo. “(Vamos apurar) se houve negligência, imperícia ou imprudência. Isso pode envolver desde o piloto - se foi uma falha humana, estaria extinta a punibilidade porque ele faleceu no acidente, e pode envolver problemas de manutenção, de defeito da aeronave”, disse.
Tags:
Relacionados
Edições digital e impressa
Utilizamos cookies e outras tecnologias. Ao continuar navegando você concorda com nossa política de privacidade.