Cerca de cinco mil fazendeiros e esquerdistas protestaram no Paraguai na última terça-feira para pressionar por reivindicações como a regularização do uso de pesticida e a limitação da imigração de fazendeiros brasileiros ao país.
O Paraguai é o quarto maior exportador mundial de soja e o uso de pesticida tem se espalhado no país nos últimos anos nas plantações desta commodity. Os brasileiros são acusados de usar métodos agrícolas mecanizados deixando poucos empregos para os paraguaios.
- Estamos protestando pacificamente. Hoje não houve nenhum incidente em nenhum dos pontos de protesto, mas isso pode mudar radicalmente se o governo não ouvir nossas reivindicações - disse o líder do movimento Luis Aguayo.
Os manifestantes, que protestaram na capital Assunção e em áreas rurais, fizeram outras reivindicações como outras questões agrícolas, educação gratuita, melhoria na saúde e maiores gastos sociais. Os organizadores das manifestações disseram que vão realizar novas passeatas nos próximos dias se o governo não tomar medidas para atender suas demandas.
- O que os organizadores têm que entender é que muitas das suas reivindicações estão incorporadas em programas do governo que já foram lançados - disse o ministro paraguaio da Agricultura, Antonio Ibanes a jornalistas.
- É simplesmente impossível melhorar a vida de nossos compatriotas em seis meses. Muitas das críticas deles dizem respeito a deficiências estruturais que levam tempo e esforço para serem corrigidas - falou.
O presidente Nicanor Duarte Frutos, que tomou posse em agosto, enviou 15 mil policiais para desbloquear ruas na capital e no interior do país.
Imigrantes brasileiros enfrentam protestos no Paragaui
Terça, 16 de Março de 2004 às 21:29, por: CdB