Imbróglio
O Flamengo tem uma dívida acumulada com as atletas do vôlei que foram as campeãs em 2000 contra o Vasco. Parte dessa dívida foi saldada ano passado, porém atletas da importância de Virna, que está indo para as olimpíadas, não se conformaram e estão correndo atrás do prejuízo.
O empresário das meninas chegou até a ouvir esta pérola ao ligar para a tesouraria do clube:
- A nova gestão não tem nada a ver com dívidas passadas... portanto, não vamos pagar(!).
Desta forma as contas do Flamengo ficam em 0x0.
Que maravilha!
Escravidão
O presidente nacional da OAB, Roberto Busato, considera "lamentável e vergonhoso" que, passados quase 150 dias do assassinato dos três fiscais e um motorista do Ministério do Trabalho em Unaí (MG), nada de concreto tenha sido apurado, apesar das promessas feitas pelo governo na época.
O assassinato dos fiscais, mortos numa emboscada por estarem investigando denúncias de exploração de mão-de-obra, ainda segundo Busato, "é uma prova contundente da existência da chaga do trabalho escravo no país.
Escravidão 2
Ainda segundo Busato, "assim como foi vergonhoso para o Brasil ser um dos últimos países do mundo a abolir a escravidão por medida legal, é humilhante que tenhamos de conviver com essa situação ainda nos dias de hoje. Nesta hora lembremo-nos da histórica frase: Minas está onde sempre esteve".
Escrachados
Nem tudo foram flores na viagem dos pedetistas do Rio até São Borja, para o funeral de Leonel Brizola. No trajeto em direção ao cemitério, a Brigada Militar do Governo do Estado, que fazia a segurança do cortejo fúnebre, distribuiu truculentos empurrões com fartura.
Além disso, só entrava no cemitério quem tivesse crachá distribuído pelo prefeito José Pereira Alvarez, do PP, ou pelo governador pemedebista Germano Rigotto. Do Rio, apenas o secretário Garotinho e a governadora Rosinha e seus seguranças puderam entrar, embora não tivessem crachás.
Getulistas e brizolistas históricos não puderam dar o último adeus ao seu líder.
É a política levada até os cemitérios.
Amealhando tostões
A ganância é mesmo um problema sério. Cobrar R$ 1,35 dos motociclistas que cruzam a ponte Rio-Niterói só pode mesmo ser inspirado no romance mais odiado pela Geralda: "Os miseráveis", de Victor Hugo. Não é à toa que, vira e mexe, os proprietários de motocicletas protestam no pedágio e engarrafam o trânsito.