Rio de Janeiro, 05 de Novembro de 2026

Ilhada, Faixa de Gaza não recebe sequer mantimentos e remédios

Sexta, 18 de Janeiro de 2008 às 09:09, por: CdB

O governo israelense reforçou, nesta sexta-feira, os bloqueios à Faixa de Gaza, impedindo inclusive a entrada da ajuda humanitária enviada pela ONU, em resposta aos mais de 110 foguetes lançados contra seu território nos últimos três dias, por militantes do grupo islâmico Hamas, disseram autoridades. A escalada da violência levou o governo de Abbas, que tem apoio do Ocidente, a alertar para ameaças ao recém-retomado processo de paz, tema da visita do presidente dos Estados Unidos, George W. Bush, na semana passada à região.

A Agência de Socorro e Obras da ONU (UNRWA, na siga em inglês), que fornece alimentos a refugiados palestinos disse que não conseguiu entregar mantimentos na Faixa de Gaza na manhã de sexta-feira, como de costume.

- Gaza está completamente fechada. Isso só vai agravar uma situação já muito dura - disse Christopher Gunness, porta-voz da agência, a jornalistas.

Em junho, quando o Hamas expulsou as forças da Fatah de Gaza e assumiu o controle do território, Israel já havia imposto fortes restrições à entrada de produtos não-humanitários ali. Com a nova decisão do ministério israelense da Defesa, as fronteiras de Gaza com Israel foram fechadas a todos os produtos, exceto em "casos humanitários" excepcionais, que precisam de autorização prévia do ministro Ehud Barak, segundo assessores dele.

- É inconcebível que estejamos abrindo as passagens aos palestinos e colocando em risco a vida da nossa gente. Este é um sinal para o Hamas de que ele precisa ponderar se quiser continuar com esta situação. Se falta leite em Gaza, devem pedir ao ministro que aprove um carregamento de leite, e vai entrar. O significado disso não é fazer a população de Gaza passar fome - afirmou um porta-voz.

Na quinta-feira, o primeiro-ministro de Israel, Ehud Olmert, havia prometido uma "guerra" contra o Hamas.

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