A fiscalização contra a caça e o comércio de animais silvestres no Parque Estadual da Ilha Grande, na Região da Costa Verde, vai ser intensificada neste verão, conforme determinação do presidente do Instituto Estadual de Florestas (IEF), André Ilha.
A ilha, um dos principais destinos turísticos fluminense, terá um monitoramento especial, como parte do projeto de reestruturação que vai transformar a unidade num parque estadual modelo.
Entre as ações já realizadas na ilha estão o desmonte de um acampamento de caça, em novembro, e a apreensão de centenas de partes de animais silvestres, provenientes do Pantanal, no último dia 10.
No material apreendido estão peles de jaguatirica, onça-pintada e gato maracajá; couro de sucuri, jacaré, tatu, lagarto teiú e iguana; patas de felinos e bicos de tucano, além de centenas de ossos de peixe, num total de cerca de 300 peças.
Todo o material estava em poder de um casal de visitantes que alegou serem partes de animais recolhidos já mortos em estradas na região do Pantanal. A alegação não convenceu os fiscais, que acreditam que as partes de animais teriam sido fornecidas por caçadores para comercialização como artesanato. Há inclusive animais que são encontrados na própria Ilha Grande. O casal foi autuado e vai responder por crime ambiental.
De acordo com o administrador do Parque Estadual da Ilha Grande, João Emilio Fernandes, a colaboração de turistas e moradores é fundamental para que o trabalho de fiscalização tenha êxito na luta contra os crimes ambientais. A unidade passa por uma reestruturação completa, que vai desde obras de infra-estrutura, recuperação de ecossistemas degradados e ampliação da gestão participativa, além de normatização da atividade turística conforme a capacidade de suporte da ilha.
O chefe do setor de fiscalização do parque, Andrei Veiga, informou que as operações contra a caça e o comércio de animais silvestres vão ser realizadas de forma periódica. O trabalho de fiscalização será reforçado, a partir de 2008, com a implantação do serviço de Guarda-Parques, com um total de 22 bombeiros.
Vale lembrar que não somente quem caça ou vende, mas também quem adquire qualquer subproduto da fauna silvestre está cometendo um crime ambiental e poderá ter de responder perante a lei.
Ilha Grande amplia fiscalização no verão
Quarta, 02 de Janeiro de 2008 às 09:16, por: CdB