Rio de Janeiro, 06 de Setembro de 2026

Ilha de Malta realiza funeral para vítimas de naufrágio no Mediterrâneo

Um imã e um bispo lideraram um funeral em Malta, nesta quinta-feira, para 24 migrantes afogados, as únicas vítimas cujos corpos foram recuperados do Mediterrâneo após o naufrágio no fim de semana que chocou a Europa.

Quinta, 23 de Abril de 2015 às 06:55, por: CdB
maltanaufragio.jpg
O desastre elevou o total de mortos até agora neste ano para cerca de 1.800 imigrantes desesperados
  Um imã e um bispo lideraram um funeral em Malta, nesta quinta-feira, para 24 migrantes afogados, as únicas vítimas cujos corpos foram recuperados do Mediterrâneo após o naufrágio no fim de semana que chocou a Europa. Os mortos foram recolhidos pela embarcação italiana Gregoretti e levados a Malta na segunda-feira, após o barco em que estavam ter virado e afundado no domingo de manhã. Estima-se que até 900 pessoas possam ter morrido. Vinte e oito sobreviventes foram levados para a Itália. A grande maioria das vítimas não foi encontrada, após ter ficado presa no interior da embarcação e afundado com ela. O capitão foi preso na Itália por suspeita de homicídio, tráfico de pessoas e por causar um naufrágio. O desastre elevou o total de mortos até agora neste ano para cerca de 1.800 imigrantes desesperados, que se afogaram no Mediterrâneo enquanto buscavam cruzar o mar, levando a União Europeia a convocar líderes de seus 28 Estados-membros para uma cúpula de emergência nesta quinta-feira. Os líderes europeus devem reverter uma decisão tomada no ano passado para encerrar os esforços de busca e resgate em mar. Grupos de direitos humanos culpam essa decisão pelas mortes. A cerimônia de funeral na ilha europeia, o menor país da UE, foi conduzida sob uma grande tenda ao lado de um necrotério na capital Valetta. Imigrantes na Itália Cerca de 5.000 imigrantes por semana podem chegar à Itália pelo mar provenientes de portos do norte da África nos próximos cinco meses, se não forem tomadas medidas para conter a situação, segundo projeção do Ministério do Interior. Os números, publicados nesta quinta-feira pelo jornal de Roma Il Messaggero e confirmados por uma fonte do ministério, apontam que 200 mil podem chegar até o fim do ano. A chegada de migrantes normalmente aumenta nos meses de primavera e verão na Europa, devido a melhores condições meteorológicas no Mediterrâneo, mas a situação deve ser ainda pior por causa da situação de conflito e anarquia na Líbia, de onde parte a maioria dos migrantes.    
Tags:
Edições digital e impressa