Rio de Janeiro, 13 de Outubro de 2026

Igreja católica faz chamado contra voto nulo na Guatemala

Segunda, 15 de Agosto de 2011 às 06:47, por: CdB

CIDADE DA GUATEMALA, 15 AGO (ANSA) - A Igreja Católica da Guatemala condenou o pedido feito pela ex-primeira-dama Sandra Torres, impossibilitada pela Justiça de concorrer à Presidência, para que seus seguidores votem nulo nas eleições que serão realizadas em setembro.
   
O arcebispo metropolitano, Oscar Vian Morales, declarou-se contra a postura de Torres, pois, segundo ele, ela incentiva seus correligionários a ter uma atitude "negativa".
   
"Não podemos dizer publicamente para não votarem. O voto nulo não é correto, é antipatriótico, anticidadão, o voto deve ser secreto e deve ser defendido", disse o sacerdote durante a missa dominical na catedral da capital, Cidade da Guatemala.
   
Ele pediu que a sociedade guatemalteca reflita sobre sua escolha eleitoral, informe-se e eleja os cargos públicos de forma consciente, afirmando que esta é a chave para fortalecer a democracia.
   
O prelado pediu que os presentes não se deixem enganar por jingles e brindes, como no passado, mas que analisassem as propostas e os planos de governo dos candidatos.
   
O chefe de campanha do partido governista União Nacional da Esperança (UNE) e da Grande Aliança Nacional (Gana), Orlando Blanco, negou que a ex-candidata esteja pregando o voto nulo, apesar dela ter defendido a ideia em um comício na cidade de San Martín Jilotepeque.
   
A Corte de Constitucionalidade da Guatemala confirmou na última terça-feira o impedimento da candidatura da ex-primeira-dama. O tribunal decidiu que, "de acordo com o artigo 186 da Constituição da República", fica proibido que qualquer familiar do presidente se candidate ao cargo de chefe de Estado.
   
O divórcio entre Torres e o atual presidente da Guatemala, Álvaro Colom, em abril deste ano, abriu espaço para especulações de que teria sido apenas motivado por razões políticas, já que a separação possibilitava que ela fosse candidata à sucessão do marido.
   
Por meio do divórcio, ela superaria o impedimento constitucional que proíbe que parentes do presidente em até quatro graus de distância se candidatem.
   
As eleições, que serão realizadas no próximo mês, decidirão os próximos presidente, vice-presidente, 158 deputados, 333 prefeitos e 20 deputados do Parlamento Centro-americano (Parlacen). (ANSA)


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