Rio de Janeiro, 09 de Setembro de 2026

IGP-M volta a recuar em nova deflação de preços no atacado

Quarta, 30 de Julho de 2014 às 11:32, por: CdB
GuidoMantega.jpg
O ministro da Fazenda Guido Mantega, mostra-se confiante com a economia brasileira
O Índice Geral de Preços-Mercado (IGP-M) recuou 0,61% em julho, após deflação de 0,74% em julho, com queda menor nos preços do atacado, informou a Fundação Getulio Vargas (FGV) nesta quarta-feira. A expectativa em pesquisa da Reuters era de variação negativa de 0,52%, de acordo com a mediana de 23 projeções. Na segunda prévia de julho, o indicador havia recuado 0,51%. O Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA), que mede a variação dos preços no atacado e responde por 60% do índice geral, recuou 1,11% em julho, após queda de 1,44% no mês anterior. Já o Índice de Preços ao Consumidor, com peso de 30% no IGP-M, desacelerou para uma alta de 0,15%, ante 0,34% em junho. O Índice Nacional de Custo da Construção (INCC), por sua vez, avançou 0,80%, após alta de 1,25%. Para tentar controlar a inflação, o Banco Central elevou a Selic para o atual nível de 11% e já explicitou, por meio da ata do Comitê de Política Monetária (Copom), que o cenário não contempla queda dos juros, diante da inflação elevada. O IGP-M é utilizado como referência para a correção de valores de contratos, como os de energia elétrica e aluguel de imóveis. Confiança Ainda nesta quarta-feira, diante do quadro complicado na economia brasileira, o ministro da Fazenda, Guido Mantega, rebateu o relatório divulgado pelo Fundo Monetário Internacional (FMI) que inclui o Brasil entre as economias emergentes mais vulneráveis a crises externas. Segundo ele, diversos indicadores econômicos do primeiro semestre mostram que os investidores estrangeiros continuam interessados no país, mesmo com a retirada gradual dos estímulos monetários pelo Federal Reserve (Fed), Banco Central norte-americano. O ministro lembrou que os investimentos estrangeiros diretos, que geram empregos no país, continuam acima de US$ 60 bilhões em 12 meses pelo quarto ano seguido. Além disso, ressaltou Mantega, o real valorizou-se 9,4% nos primeiros seis meses do ano, e a Bolsa de Valores de São Paulo subiu 21,25% no mesmo período. De acordo com o ministro, o relatório foi elaborado por escalões inferiores do FMI e repete os erros de documentos anteriores divulgados por instituições financeiras e organismos internacionais que apontaram uma “tempestade perfeita” para a economia brasileira neste ano e incluíram o Brasil entre os cinco países emergentes mais frágeis. – A tempestade não veio e o cenário apontado por esses relatórios não se concretizou – disse. Inadimplência A inadimplência das empresas brasileiras registrou crescimento de 1,6% em junho sobre o mesmo mês do ano passado e fechou o primeiro semestre com alta de 6,1%, informou a Serasa Experian nesta quarta-feira. Em comparação a maio, o índice teve queda de 7,2%. Segundo economistas da Serasa, "o quadro conjuntural de estagnação da economia, aumento dos custos -- salários reais avançando além da produtividade -- e a elevação dos custos financeiros das empresas, determinado por taxas de juros mais altas ante as vigentes no primeiro semestre do ano passado" foram os fatores responsáveis pela alta da inadimplência. As dívidas junto aos bancos puxaram o aumento da inadimplência no primeiro semestre, com alta de 18,5% no período. Os títulos protestados e as dívidas não bancárias também contribuíram com a alta, subindo 7,3% e 3,3%, respectivamente. Os cheques sem fundo, contrariando a tendência, tiveram uma queda de 3,1% no primeiro semestre na base anual.
Tags:
Edições digital e impressa