Rio de Janeiro, 09 de Setembro de 2026

IGP-M sinaliza para o aumento da inflação neste mês

Terça, 09 de Setembro de 2014 às 11:51, por: CdB
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Segundo a Fundação Getulio Vargas, o IGP-M foi pressionado por preços no atacado
O Índice Geral de Preços-Mercado (IGP-M) subiu 0,26% na primeira prévia de setembro, após deflação de 0,31% no mesmo período de agosto, voltando a subir pela primeira vez desde maio. De acordo com dados da Fundação Getulio Vargas divulgados nesta terça-feira, o resultado deve-se à alta dos preços no atacado depois de terem recuado no mês anterior, além da aceleração da inflação no varejo. A última vez que o IGP-M registrou alta foi na primeira prévia de maio. O indicador havia encerrado agosto com deflação de 0,27%. O Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA), que mede a variação dos preços no atacado e responde por 60% do índice geral, teve avanço de 0,31% na primeira prévia de setembro, após cair 0,56% na primeira prévia de agosto. Já o Índice de Preços ao Consumidor (IPC), com peso de 30% no índice geral, acelerou a alta a 0,18%, contra variação positiva de 0,03 por cento anteriormente. Por sua vez, o Índice Nacional de Custo da Construção (INCC) teve alta de 0,12%, abaixo do resultado de 0,44% na primeira apuração do mês anterior. O INCC responde por 10% do IGP-M. A primeira prévia de setembro do IGP-M calcula as variações de preços no período entre os dias 21 e 31 do mês de agosto. O IGP-M é utilizado como referência para a correção de valores de contratos, como os de energia elétrica e aluguel de imóveis. Dívidas A inadimplência entre consumidores brasileiros, por sua vez, cresceu 17,2% em agosto na comparação com o mesmo mês do ano passado, a maior alta anual desde junho de 2012, segundo dados da Serasa Experian divulgados nesta manhã. Em comunicado, os economistas da empresa de informações de crédito afirmaram que o resultado "reflete o cenário conjuntural mais adverso neste ano no tocante à capacidade de pagamento de dívidas por parte dos consumidores", citando inflação mais alta, juros elevados e enfraquecimento do mercado de trabalho. Na comparação com julho, o índice de inadimplência do consumidor ficou praticamente estável em agosto, recuando 0,2%, em desempenho atribuído pelo Serasa à menor quantidade de dias úteis no mês, o que reduziu o volume de registros de inadimplência de protestos e cheques sem fundo. No detalhamento por tipo de dívida, apenas as dívidas não bancárias - envolvendo cartões de crédito, financeiras, lojas e prestadores de serviço - apresentaram variação positiva em agosto ante julho, de 2,9%. As dívidas bancárias, os cheques sem fundo e os títulos protestados tiveram queda de 0,8%, 12,7% e 18,8%, respectivamente, na comparação mensal.
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