Rio de Janeiro, 12 de Setembro de 2026

IGP-M segue em alta após deflação registrada no fim do ano passado

Quinta, 28 de Janeiro de 2010 às 12:41, por: CdB

O Índice Geral de Preços – Mercado (IGP-M), medido pelo Instituto Brasileiro de Economia (Ibre) da Fundação Getúlio Vargas (FGV), teve alta de 0,63% em janeiro, ante deflação de 0,26% registrada em dezembro. A taxa serve de referência para os reajustes de contratos de aluguel. Foram registrados acréscimos nos três componentes do IGP-M: Índice de Preços por Atacado (IPA), Índice de Preços ao Consumidor (IPC) e Índice Nacional de Custo da Construção (INCC).

O IPA passou de -0,50% para 0,51%, influenciado, principalmente, pelo grupo de bens finais com variação de 0,76%. Nos subgrupos, os destaques são os alimentos processados, que passaram de -1,27% para 2,83%, resultado que reflete a alta dos produtos in natura e dos combustíveis. Nos bens intermediários, a taxa subiu de -0,22% para 0,63%, puxada pelo subgrupo de materiais e componentes para manufatura (de -0,17% para 0,69%).

Outro componente do IPA, o índice de matérias-primas brutas se manteve com variação negativa (-0,06%), mas em ritmo menos acentuado do que em dezembro (-0,66%). Entre as principais elevações estão o arroz em casca (de -1,63% para 8,09%), o leite in natura (de -5,26% para -1,85%) e os itens bovinos (de -2,43% para 0,37%). No mesmo período, houve decréscimos em minério de alumínio (de 1,30% para -14,05%); na soja em grão (de -1,56% para -5,49%) e laranja (de 8,90% para 5,39%).

O IPC apresentou variação de 1%. ante 0,20%. Seis dos sete grupos de despesas tiveram aumento, sendo que as maiores elevações ocorreram em alimentação (de 0,05% para 1,42%) e transportes (de 0,22% para 2,29%). Entre os produtos alimentícios, os que mais tiveram alta foram as hortaliças e legumes (de -1,23% para 3,49%) e, no caso dos transportes, o impacto foi causado pelo reajuste da tarifa de ônibus urbano (de 0,00% para 4,69%).

Em educação, leitura e recreação, a taxa subiu de 0,32% para 1,69%, com reflexo, principalmente, dos cursos formais (de 0,00% para 3,55%); em saúde e cuidados pessoais, de de 0,13% para 0,35%, com destaque para os artigos de higiene e cuidado pessoal (de -0,37% para 0,40%); em despesas diversas, de 0,20% para 0,42%, com destaque para o reajuste da mensalidade de TV por assinatura (de -0,01% para 1,00%) e em habitação, de 0,21% para 0,23%, resultado que reflete a alta de material para limpeza (de -0,17% para 1,22%).

Já o grupo vestuário teve um decréscimo na taxa de variação, passando de 0,95% para 0,44%. Os calçados ficaram mais baratos (de 1,10% para -0,14%) e as roupas já não estão tão caras quanto antes (de 1,00% para 0,70%). O terceiro componente do IGP-M, o INCC aumentou de 0,20% para 0,52%, resultado que representa acréscimos nos três grupos que formam esse índice: materiais e equipamentos (de 0,21% para 0,23%); serviços (de 0,33% para 1,28%) e mão de obra (de 0,16% para 0,60%).

Em alta

No varejo, as vendas reais de supermercados do país cresceram 6,61% em dezembro na comparação com o mesmo mês de 2008 e 5,51% em todo o ano de 2009, informou nesta quinta-feira a associação nacional do setor, Abras. Na comparação com novembro, as vendas reais de dezembro saltaram 31,2%.

No setor industrial, o acesso ao crédito também aumentou, de 42,4 para 44,1 pontos e a expectativa quanto ao número de empregados cresceu pelo quarto trimestre e ficou em 55,1  pontos. No quarto trimestre de 2009 a produção industrial cresceu 58,1 pontos. O resultado, apresar de maior do que o da mediação anterior (56,6 pontos), ainda está 0,9 ponto abaixo do que foi apurado no quarto trimestre de 2007, um ano antes da eclosão da crise financeira internacional, em setembro de 2008..

O emprego também cresceu no período e fechou em 53,9 pontos. O resultado foi maior do que no trimestre anterior (52,3), ficou 1 ponto abaixo do terceiro trimestre de 2007. O nível de utilização da capacidade instalada ficou abaixo do usual (50), mas passou de 45 para 48.8. Houve intensificação da redução dos estoques, que ficaram em 45,2 pontos. Os números fazem parte da Sondagem Industrial, divulgada nesta quinta-feira, pela Confederação Nacional da Indústria.

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