O Índice Geral de Preços do Mercado (IGP-M) caiu mais que o esperado na segunda prévia de julho, aliviado pela continuidade da queda dos custos no atacado, embora em ritmo menor, e por uma desaceleração da alta na construção.
O IGP-M declinou 0,25%, seguindo a queda de 0,38% apurada em igual período de junho, informou a Fundação Getúlio Vargas (FGV) nesta quarta-feira. Economistas projetavam, em média, declínio de 0,05%, com os prognósticos oscilando de zero a recuo de 0,10%.
Entre os componentes do IGP-M, o Índice de Preços no Atacado (IPA) cedeu 0,48%, frente à baixa de 0,90% na segunda prévia do mês anterior. A desaceleração da queda deveu-se aos maiores preços de óleos combustíveis (+5,85%), querosene para motores (+6,44%), suínos e milho.
Registraram recuo de preços café em coco (-8,35%), ferro gusa para fundição (-7,82%), cana-de-açúcar (-3,16%), benzeno e batata-inglesa. O IPA agrícola declinou 0,79% e o IPA industrial teve baixa de 0,38%.
O Índice de Preços ao Consumidor (IPC) subiu 0,03%, seguindo a alta de 0,05% anterior.
Os avanços mais significativos no varejo foram registrados por tarifa de telefonia, mamão papaya e empregada doméstica mensalista. As maiores quedas vieram de batata-inglesa, leite longa vida e álcool combustível.
O Índice Nacional de Custo da Construção (INCC) registrou avanço de 0,65% na segunda prévia de julho, ante o de 2,20% na leitura de junho. Os preços de Mão-de-Obra aumentaram 1,07% na segunda leitura de julho, ante 4,54% no mês anterior. No ano, o IGP-M acumula alta de 1,50% e nos últimos 12 meses, de 5,48%.
IGP-M recua na 2a prévia, construção desacelera alta
Quarta, 20 de Julho de 2005 às 08:36, por: CdB