A inflação medida pelo Índice Geral de Preços - Mercado (IGP-M) registrou variação de 0,16% na segunda medição de julho. Trata-se de uma desaceleração em relação ao mesmo período de junho quando a taxa havia sido de 0,56%. Os preços no atacado e na construção civil perderam fôlego no período. Impulsionado principalmente pelos bens industriais, o Índice de Preços por Atacado (IPA) apresentou variação de 0,21% na segunda prévia de julho, ante um avanço de 0,74% no mesmo período de junho.
As desacelerações ocorreram entre as Matérias-Primas Brutas que recuaram de 1,60%, em junho, para 0,20%, em julho. As maiores contribuições para este movimento partiram dos itens: soja (em grão) (5,58% para -0,98%), cana-de-açúcar (3,69% para 0,44%) e aves (2,40% para -2,13%). Os Bens Intermediários também tiveram sua taxa reduzida de 1,35%, em junho, para 0,01%, em julho. O principal destaque coube ao subgrupo materiais e componentes para a manufatura, cuja taxa recuou de 1,52% para 0,06%.
O Índice Nacional de Custo da Construção (INCC) acompanhou o recuo dos preços no atacado e passou de 1,81% na segunda medição de junho, para 0,59%, em igual período de julho. Houve queda no item de Mão-de-Obra, que registrou desaceleração de 2,30 pontos percentuais para 0,86% em julho, e no índice de Materiais e Serviços, cuja taxa passou de 0,62%, em junho, para 0,34%, em julho.
Alimentos
Já os preços ao consumidor aceleraram no período. O Índice de Preços ao Consumidor (IPC) registrou variação de -0,13%, na segunda prévia de julho, ante -0,38%, em igual período de junho. As maiores contribuições partiram dos grupos Alimentação e Transportes. No grupo Alimentação, por exemplo, houve elevação nos itens: frutas, arroz e feijão, laticínios e adoçantes. No grupo Transportes, os avanços são conseqüência das altas para os combustíveis gasolina e álcool.