Rio de Janeiro, 18 de Outubro de 2026

IGP-M fecha primeiro decêndio em variação nula

O Índice Geral de Preços de Mercado (IGP-M) fechou os primeiros dez dias de setembro (decêndio) com taxa de variação nula. De acordo com dados divulgados nesta quarta-feira pela Fundação Getulio Vargas (FGV), no mesmo período de agosto, havia sido registrada deflação de 0,01%. (Leia Mais)

Quarta, 10 de Setembro de 2008 às 08:56, por: CdB

O Índice Geral de Preços de Mercado (IGP-M) fechou os primeiros dez dias de setembro (decêndio) com taxa de variação nula. De acordo com dados divulgados nesta quarta-feira pela Fundação Getulio Vargas (FGV), no mesmo período de agosto, havia sido registrada deflação de 0,01%. O indicador, que é utilizado como balizador para reajustes em contratos de tarifas de energia, contratos de prestação de serviços e de aluguel, acumula no ano alta de 8,35% e nos últimos 12 meses, de 12,19%.

Entre os índices que compõem o IGP-M, aquele que mede a evolução dos preços por atacado (IPA) teve queda de 0,14% na primeira leitura do mês, menos intensa do que a verificada em igual período de agosto (-0,24%). Os produtos agropecuários caíram 2,26%, depois de queda de 2,91% no mês anterior. Já os industriais sofreram elevação de 0,65%, seguindo alta de 0,82%.

Na análise por estágios de produção, as matérias-primas brutas apresentaram queda de 1,50%. No primeiro decêndio de agosto, elas haviam caído 2,79%. Já os bens intermediários diminuíram o ritmo de crescimento, fechando os dez primeiros dias de setembro com alta de 0,89%, após elevação de 0,99%. Último estágio observado, os bens finais caíram 0,30%, após alta de 0,55% no mês anterior. O IPA responde por 60% da formação do IGP-M.

O Índice de Preços ao Consumidor (IPC), responsável por 30% do IGP-M, recuou entre um mês e outro, passando de alta de 0,07% para queda de 0,08%. A desaceleração foi puxada pela queda mais intensa verificada em alimentação, cuja taxa passou de 0,59% para –1,02%. As principais contribuições negativas foram exercidas por hortaliças e legumes (de -4,17% para -8,42%), arroz e feijão (de -0,39% para -3,49%) e laticínios (de -0,51% para -1,73%).

Também foram verificadas quedas em habitação (de 0,64% para 0,25%) e saúde e cuidados pessoais (de 0,62% para 0,44%). Em movimento oposto, tiveram acréscimos em suas taxas os grupos educação, leitura e recreação (de -0,04% para 0,51%), despesas diversas (de 0,34% para 1,03%), vestuário (de -0,69% para -0,28%) e transportes (de 0,03% para 0,15%).

Já o Índice Nacional de Custo da Construção (INCC), responsável por 10% da composição do índice global, desacelerou, passando de 1,40% para 1,17%. O índice relativo a materiais e serviços registrou variação de 1,99%. No mês anterior, a taxa havia sido de 2,00%. O índice que representa o custo da mão-de-obra variou 0,23% no primeiro decêndio de setembro. Na apuração referente ao mesmo período do mês anterior, o índice apresentou variação de 0,73%.

O IGP-M do primeiro decêndio de setembro compreendeu o período entre os dias 21 e 31 do mês de agosto.

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