A inflação pelo Índice Geral de Preços-Disponibilidade Interna (IGP-DI) acelerou fortemente em novembro, pressionada pelos combustíveis, mas a taxa ficou no piso das expectativas do mercado diante da desaceleração dos produtos industriais.
O IGP-DI subiu 0,82%, ante 0,53% em outubro, informou a Fundação Getúlio Vargas (FGV) na terça-feira. Analistas ouvidos previam em média 0,90%, com os prognósticos variando de 0,82% a 0,94%.
Entre os componentes, o Índice de Preços por Atacado (IPA) avançou 1% em novembro, contra 0,61% em outubro. Contrariando as expectativas, o IPA industrial subiu menos, em 1,30% ante 1,83% em outubro. O IPA agrícola subiu 0,14%, contra queda de 2,73% no mês anterior.
No ano, o IPA industrial já acumula alta de 19,05% e o agrícola, de apenas 1,88%. As maiores altas no atacado vieram de álcool etílico hidratado - de 15,51% -, bovinos - 3,48% -, óleos combustíveis - 7,47% - e óleo diesel - de 3,03%.
O Índice de Preços ao Consumidor (IPC) teve elevação de 0,37%, contra 0,10% em outubro. O núcleo subiu 0,41%. Pressionaram a inflação no varejo os aumentos de tarifa de telefone (3,14%), gasolina (2,89%), mamão (25,81%) e álcool combustível (10,16%).
O grupo Transporte avançou 1,57%, acima da alta de 0,88% em outubro, e o Alimentação caiu menos, em 0,45% em novembro ante 0,78% no mês anterior. O Índice Nacional da Custo da Construção (INCC) subiu 0,71%, ante 1,19% no mês anterior. A maior pressão veio do aço, enquanto quedas nos preços de cimento e vidros ajudaram a desacelerar o componente.
No ano, o IGP-DI acumula alta de 11,56% e nos últimos 12 meses, de 12,23%. A média das previsões dos analistas ouvidos pela Reuters apontou para 2004 um IGP-DI de 12,5%.