O IGP-10 é um dos balizadores dos preços dos aluguéis
O Índice Geral de Preços – 10 (IGP-10) registrou deflação (queda de preços) de 0,55%, em agosto deste ano. A taxa é semelhante à de julho, quando havia sido registrada deflação de 0,56%. Apesar das duas quedas, o índice medido pela Fundação Getulio Vargas acumula taxas de inflação (alta de preços) de 1,7% no ano e de 4,82% em 12 meses.
Os preços no atacado, medidos pelo Índice de Preços ao Produtor Amplo, continuaram registrando deflação (-0,91%) em agosto, depois de registrar queda de preços de 1,03% no mês anterior. Os preços no varejo, medidos pelo Índice de Preços ao Consumidor, mantiveram-se quase estáveis, com inflação de 0,01% em agosto, uma taxa inferior à observada em julho (inflação de 0,24%).
O Índice Nacional de Custo da Construção continuou registrando inflação em agosto (0,45%), mas em ritmo inferior ao de julho (0,58%). O IGP-10 é calculado com base nos preços coletados entre os dias 11 do mês anterior e 10 do mês de referência.
Compasso mais lento
A atividade econômica registrou queda no segundo trimestre deste ano. De acordo com o Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br) dessazonalizado (ajustado para o período) houve queda de 1,2% no segundo trimestre deste ano, comparado com o período de janeiro a março deste ano. Em relação ao segundo trimestre de 2013, a queda ficou em 1,54%, segundo os dados sem ajustes, já que a comparação é feita entre períodos iguais.
Em junho, o IBC-Br também registrou queda, de 1,48%, na comparação com maio (dado dessazonalizados). Essa foi a maior retração desde maio de 2013, quando o índice caiu 1,68%. No primeiro semestre, houve expansão de 0,13% e em 12 meses encerrados em junho, de 1,5%. De acordo com o dado dessazonalizado, a expansão em 12 meses ficou em 1,41%.
O IBC-Br é uma forma de avaliar a evolução da atividade econômica brasileira. O índice incorpora informações sobre o nível de atividade dos três setores da economia: indústria, comércio e serviços e agropecuária.
Juros elevados
As expectativas dos especialistas, ouvidos em pesquisa Focus do BC, são de que o PIB crescerá apenas 0,81 por cento em 2014, bem aquém dos 2,5 por cento vistos em 2013. O cenário deste ano, em que a presidente Dilma Rousseff busca a reeleição, também envolve inflação e juros elevados, além de baixa confiança dos agentes econômicos. Os dados oficiais do IBGE são de que o PIB cresceu apenas 0,2% no primeiro trimestre sobre os últimos três meses de 2013. Mas boa parte dos analistas não descarta a possibilidade de que esse número seja revisado para mostrar contração, com a divulgação do resultado do PIB do segundo trimestre, marcada para o próximo dia 29.
A queda de junho do indicador – considerado espécie de sinalizador do Produto Interno Bruto (PIB)- foi a quinta seguida na comparação mensal, com contrações de 0,8% e 0,01% em maio e em abril, respectivamente. Foi também o pior resultado mensal desde maio do ano passado. O IBC-Br teve queda de 2,68% na comparação com junho de 2013 e acumula alta de 1,41% em 12 meses, ainda segundo dados dessazonalizados
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