Um total de 246 militantes iemenitas da organização terrorista Al Qaeda foram libertados nos últimos quinze meses depois de anunciar sua rejeição á violência, anunciou o juiz Hamud al Hetar, chefe da Comissão de Diálogo com os radicais islâmicos que regressam do Afeganistão.
O juiz indicou, em declarações publicadas hoje, sábado, pelo jornal árabe internacional "Asharq Al Awsat", que essas pessoas "cumpriram cabalmente com seu arrependimento, já que se reintegraram na sociedade".
"A ideologia da violência e o extremismo estava firmemente arraigada na mente desses jovens (mas pudemos) convencê-los de seguir um Islã moderado", ressaltou Hetar, que também preside a Comissão Iemenita de Direitos Humanos.
Acrescentou que esses resultados se conseguiram graças ao diálogo que a comissão começou a manter com os dirigentes, militantes e simpatizantes da Al Qaeda em agosto de 2002.
Quinta-feira passada, as forças de segurança iemenitas anunciaram a detenção de dois membros da Al Qaeda, um egípcio e um iemenita.
As forças de segurança iemenitas não indicaram o nome do egípcio detido, mas o jornal internacional árabe "Al Hayat" publicou na quarta-feira que se tratava de Sayed Imame.
Imame é fundador da Jihad Islâmica, o mesmo grupo do que é membro Ayman al Zawahri, o braço direito do líder da Al Qaeda, Osama bin Laden.
O iemenita, identificado como Abdul Rauf Nasib, foi detido na província de Abiyan, ao sul da capital, Sana, onde as forças de segurança iemenitas lançaram uma operação contra os radicais islâmicos que teriam atentado contra vários responsáveis pela educação locais e contra uma escola mista, à qual se opõem por não separar os meninos das meninas.
Por sua vez, fontes de segurança iemenitas negaram hoje em declarações citadas pelo jornal árabe internacional "Al Hayat", que cidadãos estrangeiros se encontrem entre as dezenas de militantes islâmicos cercados há três dias por centenas de polícias e militares nas montanhas de Loder, da mesma província.
Iêmen foi considerado durante muitos anos santuário para grupos militantes islâmicos, mas depois dos ataques de 11 de setembro de 2001, o governo de Sana reforçou sua luta antiterrorista e deu vários golpes às organizações mais radicais, em estreita colaboração com os EUA.
Iêmen libertou 246 militantes arrependidos da Al Qaeda
Sábado, 06 de Março de 2004 às 07:14, por: CdB