O diretor-técnico do IML, Carlos Alberto de Souza Coelho, disse neste sábado que o trabalho de identificação das vítimas do acidente da TAM vão durar "seguramente vários meses". Durante a semana, o IML havia afirmado que o processo demoraria até um mês. Segundo Coelho, não há atraso.
— Não há demora, o que existe é uma complexidade muito grande na tarefa que está sendo executada, que não pode ser feita com pressa — disse.
Até o momento, foram identificados corpos a partir das digitais e do reconhecimento de objetos pessoais por parentes. Algumas vítimas vão ter de ser identificadas por exame de DNA, processo mais lento. E alguns podem nem ser identificados por DNA.
— Um grande inimigo do DNA é exatamente a temperatura, de modo que as amostras colhidas das pessoas poderão ou não dar sucesso na retirada desse material — afirma Coelho.
Quarenta legistas estão trabalhando no reconhecimento dos corpos, número considerado suficiente pelo coordenador da Superintência da Polícia Técnica e Científica de São Paulo, Celso Perioli.
Estão sendo colhidas amostras de sangue dos parentes de vítimas nos hotéis em que estão hospedados em São Paulo ou nos estados de origem.
— Nós vamos entrar em contato com os laboratórios e lá vão ser feitas as coletas dos materiais biológicos.
Foram realizadas 45 amostras de 25 famílias para ajudar no processo de identificação por DNA.