Rio de Janeiro, 06 de Setembro de 2026

'Ideal é superávit de 4,25% por 10 anos', afirma Palocci

Sábado, 13 de Dezembro de 2003 às 20:50, por: CdB

O ministro da Fazenda, Antônio Palocci Filho, afirmou neste sábado que, se dependesse dele, o superávit primário de 4,25% do Produto Interno Bruto (PIB) duraria uma década, e não apenas até o fim do mandato de Luiz Inácio Lula da Silva, em 2006, porque permitiria a diminuição significativa do estoque da dívida.

O comentário foi feito na abertura da reunião do Diretório Nacional do PT. Ao fazer um balanço de um ano do governo Lula, ele disse não haver relação entre a meta de superávit estabelecida e o acordo com o Fundo Monetário Internacional (FMI), definido como "um seguro necessário".

- O ideal seria o Brasil anunciar um superávit de 4,25% por dez anos. Por mim, seria assim -  opinou Palocci, em resposta a pergunta da senadora Ideli Salvatti (SC), que queria saber se não era possível diminuir a meta, a partir de 2005, para investimento na área social, como propõe seu colega Saturnino Braga (PT-RJ). "Temos de convencer o Saturnino de que ainda há 12 meses pela frente", observou o ministro.

Palocci falou durante cerca de meia hora, em tom bastante otimista, mas foi cobrado pela platéia, composta por antigos companheiros de partido, que o questionaram sobre a rigidez da política econômica e o acordo com o FMI.

- Se vocês quiserem dizer que o superávit primário, as metas de inflação e a taxa de juros são definidas pelo FMI podem dizer, mas isso não é verdade - destacou, numa referência às críticas do PT em relação à forte economia de gastos para pagamento dos juros da dívida.

O senador Eduardo Suplicy (PT-SP) perguntou ao ministro quando a proposta de autonomia do Banco Central será discutida com as bancadas do partido. "Estou disposto a marcar dia, hora e armas para discutir esse assunto", respondeu Palocci. Logo depois, disse que defenderia a autonomia operacional do BC com a mesma ênfase com que Suplicy fala do seu projeto de garantia de renda mínima.

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