A possibilidade de um segundo turno na eleição presidencial ficou mais próxima, segundo pesquisa Ibope, encomendada pelo jornal O Estado de S. Paulo. A vantagem do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que tenta a reeleição, contra os adversários caiu para 3 pontos percentuais - antes era de 7 pontos. Na simulação de primeiro turno, Lula caiu de 49% para 47% e Geraldo Alckmin (PSDB) subiu de 30% para 33%.
Heloísa Helena (PSOL) oscilou 1 ponto para baixo nesta pesquisa e ficou com 8%; Cristovam Buarque (PDT) continua com 2% e Ana Maria Rangel (PRP) ficou com 1%. A soma de todos dá 44%, 3 pontos, portanto, abaixo do índice de Lula.
Na simulação de segundo turno, Lula venceria Alckmin por 50% a 41%. Antes, o placar era de 52% a 37%.
A pesquisa também aponta que 30% dos eleitores afirmam que não votariam em Lula de jeito nenhum. A rejeição de Alckmin - um dos alvos do dossiê Vedoin - diminuiu sua rejeição em 3 pontos, para 19%, assim como Heloísa Helena, de 28% para 25%.
Mesmo assim Lula segue sendo o favorito do eleitorado para vencer em 1º de outubro: 75% dizem que ele ganhará a eleição para presidente da República, enquanto apenas 13% apostam em Alckmin.
Já a avaliação positiva (ótimo+bom) continua sendo de 43% e a avaliação negativa (ruim+péssimo) oscilou ligeiramente para baixo - de 19% para 20%. A aprovação do desempenho do presidente teve pequenas oscilações: os que aprovam Lula agora são 56% (eram 58% na pesquisa anterior); e os que desaprovam são 37% (36% na anterior).
O Ibope entrevistou 2.002 eleitores, entre 20 e 22 de setembro, em 141 municípios do País.