Rio de Janeiro, 03 de Maio de 2026

IBGE: taxa de emprego sobe no país

Pesquisa do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), divulgada nesta quarta-feira, aponta um crescimento na taxa de desemprego aberto no país na ordem de 9,6% da População Economicamente Ativa (PEA) em setembro, após três mêses consecutivos em 9,4%, o menor percentual desde que o IBGE iniciou sua nova metodologia, em março de 2002. Em setembro de 2004, a taxa de desocupação estava em 10,9%. (Leia Mais)

Quarta, 26 de Outubro de 2005 às 10:41, por: CdB

Pesquisa do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), divulgada nesta quarta-feira, aponta um crescimento na taxa de desemprego aberto no país na ordem de 9,6% da População Economicamente Ativa (PEA) em setembro, após três mêses consecutivos em 9,4%, o menor percentual desde que o IBGE iniciou sua nova metodologia, em março de 2002. Em setembro de 2004, a taxa de desocupação estava em 10,9%.

Segundo o levantamento, o número de pessoas ocupadas aumentou 0,9% ante agosto, para cerca de 20,1 milhões. Se comparado a setembro do ano passado, a escalada chega a 2,3%, o equivalente a 446 mil pessoas. O IBGE considera que a leve elevação mensal em setembro não é estatisticamente significativa e considera o quadro como estável.

Gerente da Pesquisa de Emprego do IBGE, Cimar Azeredo afirmou ter havido um número considerável de pessoas procurando emprego, mas o número de postos criados não foi suficiente para atender à demanda. Mas ele considera o resultado positivo, porque nos últimos cinco meses, praticamente não houve geração de novas vagas no mercado de trabalho.

O número de desempregados nas seis regiões pesquisadas ficou estável em relação a agosto, em cerca de 2,1 milhões de pessoas. Em setembro de 2004, a queda foi de 10,9%. As mulheres continuam a representar mais da metade dos desempregados, com a taxa de 56,1%, a maior no período desde setembro de 2002. O IBGE também informou que houve elevação do rendimento médio em todas as capitais, com exceção de São Paulo o que, devido a seu grande peso, levou à estabilidade do índice.

Em comparação com agosto, segundo o Instituto, houve elevação da taxa de desemprego em Recife e Porto Alegre e estabilidade no restante das seis regiões metropolitanas pesquisadas (Salvador, Belo Horizonte, Rio de Janeiro e São Paulo). Sobre setembro de 2004, houve estabilidade em Salvador e Porto Alegre, alta em Recife e queda da taxa nas demais regiões. O histórico da pesquisa indica que no último trimestre do ano as taxas de desemprego deverão ser mais baixas porque o número de postos aumenta sempre.

- Mesmo em 2003, quando a economia estava retraída, no mês de dezembro a taxa de desemprego diminuiu - afirmou Azeredo.

Os números estão de acordo com a nova metodologia da entidade, que considera como População Economicamente Ativa (PEA) trabalhadores de dez anos de idade em diante. Também leva em conta dados de pessoas que tenham procurado emprego nos 30 dias imediatamente anteriores à pesquisa.

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