Mais de 43 milhões de brasileiros (24,6% da população) tinham planos de Saúde em 2003, a maior parte (34,2 milhões) privados, individuais ou coletivos. Os 9 milhões restantes estavam cobertos por planos de assistência ao servidor público (municipal, estadual ou militar). Os dados são do Suplemento de Saúde da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios - PNAD 2003, divulgado nesta quarta-feira pelo IBGE.
"A cobertura de plano de saúde concentrava-se nas áreas urbanas, nos grupos de maior rendimento e com melhor condição de saúde. Dessa forma, o setor de saúde suplementar representava um gerador de desigualdades sociais no acesso aos serviços de saúde no país. Ao oferecer menor cobertura aos mais doentes, tinha impacto limitado na redução do gasto público em saúde" explicou a analista do IBGE Vandeli dos Santos Guerra.
Entre a população urbana, 28,0% estavam cobertos por planos de saúde, contra apenas 6,0% da população rural. A proporção de mulheres com esse tipo de assistência (25,9%) era maior que a de homens (23,1%). Por faixas etárias, a proporção subia dos 19,8% na faixa de zero a 18 anos, até 29,8% na faixa dos 65 anos ou mais. Entre os que avaliaram o seu próprio estado de saúde como muito bom e bom, 26,2% tinham plano de saúde, caindo até 14,1% entre aqueles que disseram que seu estado de saúde era ruim ou muito ruim.
A pesquisa foi realizada em parceria com o Ministério da Saúde. Foram visitados mais de 133 mil domicílios e entrevistadas 384,8 mil pessoas nas regiões metropolitanas de Belém, Fortaleza, Recife, Salvador, Belo Horizonte, Rio de Janeiro, São Paulo, Curitiba e Porto Alegre.