Tanto segundo o censo de 1991 como o de 2000, os autodeclarados indígenas eram predominantemente católicos, acompanhando a população como um todo.
Da mesma forma, o percentual de católicos entre os índios caiu na década de 90, em 1991 era da ordem de 64,3%; em 2000, 58,9%.
Dos 41,1% de declarações restantes em 2000, 20% eram evangélicos; 14,4%, sem religião e somente 1,4%, adeptos das chamadas tradições indígenas.
Os dados fazem parte do censo sociodemográfico da população indígena divulgado pelo IBGE nesta terça-feira.
Entre 1991 e 2000, houve crescimento dos evangélicos, principalmente os de origem pentecostal (de 7,7% para 11,9%), e dos espíritas (de 0,3% para 0,8%).
É importante frisar que a religião de muitos povos indígenas no Brasil não está estruturada em igrejas, o que constitui a informação mais usualmente captada pelos censos.
O que se entende por religião está associado, para os índios, aos mitos e crenças.
Nesse sentido, respostas "sem religião" ou "sem declaração" podem sugerir uma não-associação ao que é entendido como religião formal.