Apenas um dos 14 locais pesquisados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) não apresentou resultado positivo de Produção Industrial Regional em janeiro desse ano, em comparação ao mesmo mês do ano passado. Foi a indústria do Rio Grande do Sul, que registrou a pequena queda de 1,1%. Houve aumento em Santa Catarina (11,5%), Paraná (10,9%), Pará (10,9%), Ceará (10,1%), Minas Gerais (8,4%), Espírito Santo (8,4%), São Paulo (7,7%), Bahia (7,5%), Pernambuco (7,4%) e Amazonas (7,2%). Todos eles ficaram com taxas superiores à média nacional (6,0%). Rio de Janeiro (3,4%) e Goiás (1,9%) também registraram crescimento. Os resultados fazem parte da Pesquisa Industrial Mensal Produção Física -Regional, divulgada nesta sexta-feira pelo IBGE.
Já no acumulado dos últimos doze meses, houve resultados positivos em todas as regiões. As taxas mais elevadas no período ficaram com o Ceará (13,1%), Santa Catarina (12,6%), Amazonas (12,2%) e São Paulo (11,8%). Segundo o IBGE isso aconteceu por causa do crescimento do consumo interno, com a expansão do crédito e pela manutenção dos bons resultados nas exportações. Ainda de acordo com o IBGE, o investimento foi favorecido pelo ambiente econômico positivo, com reflexos principalmente nos segmentos produtores de máquinas e equipamentos.
Também no acumulado dos doze meses, dez dos 14 locais pesquisados apresentaram ligeira aceleração no ritmo da produção verificado em nível nacional entre dezembro (8,3%) e janeiro (8,5%). O destaque coube à região Nordeste onde subiu de 7,7% em dezembro, para 9,3% em janeiro. São Paulo manteve o crescimento de 11,8% no mesmo período.