As indústrias produziram, em outubro deste ano, praticamente o mesmo que no mês anterior. A variação foi de apenas 0,1% em relação a setembro. Na comparação com o ano passado, o nível de produção industrial cresceu 0,4% diante de outubro, e 3,4% no acumulado de janeiro até mês passado. A taxa que indica o acumulado nos últimos doze meses foi de 4,1%, o que representa uma desaceleração frente a setembro, quando o índice de produção da indústria cresceu 4,4%. Os dados são da pesquisa industrial mensal, do IBGE, realizada em todo o país.
"Embora atenue, essa estabilização vista em outubro não reverte a trajetória de queda do índice de média móvel trimestral. Para o total da indústria, o índice de média móvel trimestral recuou 1,2 por cento entre agosto e setembro e 0,5 por cento em outubro", apontou o IBGE em comunicado.
O dado de setembro foi revisto para baixo - de queda preliminar de 2% para baixa de 2,3% contra agosto.
O IBGE acrescentou que, em relação a setembro, entre as categorias de uso apenas a produção de bens de capital caiu, em 3,9%, após dois meses de alta.
"As demais categorias interromperam o movimento de queda observado em setembro", afirma o IBGE.
A produção de bens de consumo duráveis subiu 2,8%; a atividade de bens intermediários avançou 0,1% e a de bens de consumo semiduráveis e não-duráveis expandiu-se em 0,5%. Entre as atividades, 13 dos 23 ramos industriais tiveram expansão sobre setembro. Destacaram-se Máquinas, aparelhos e materiais elétricos (2,5%), Refino de petróleo e produção de álcool (0,9%) e Outros produtos químicos (0,8%).
Mas caiu a produção de Material eletrônico e a de equipamentos de comunicações (-6,7%) e Têxtil (-2,7%). Sobre outubro de 2004, a produção de bens intermediários foi a única categoria de uso a apresentar retração, de 0,6%. A atividade em bens de capital cresceu 2,1%; em bens de consumo duráveis aumentou 2,7% e em bens de consumo semiduráveis e não duráveis o avanço foi de 1,6%. No ano, a atividade acumula crescimento de 3,4% e nos últimos 12 meses, de 4,1%.