A Pesquisa Mensal de Emprego, divulgada nesta quinta-feira, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) mostra que o número de pessoas desempregadas no país diminuiu em 0,6%, em um mês, sendo que, em um ano, houve queda de 2%.
Em abril, a taxa dos desempregados estava em 10,8% e, em maio, 10,2%. Já em maio do ano passado, a taxa era de 12,2%. A taxa de atividade manteve-se estável na comparação mensal, em 57%. No setor privado, o número dos trabalhadores sem carteira assinada ficou em 15,7% da população, com carteira assinada são 40,5%, e por conta própria são 19%.
No âmbito regional, na comparação mensal, houve alteração significativa no contingente de ocupados com mais 2,5% em Recife, 2,9% em Belo Horizonte, e 2,8% em Porto Alegre. Em relação a maio do ano passado, houve aumento em Salvador de 5,5%, em Belo Horizonte de 5,4%, em São Paulo de 4,6% e em Porto Alegre de 5,6%. Nas outras regiões, o quadro foi de estabilidade.
Em relação a abril, na quase totalidade das regiões pesquisadas, a quantidade dos trabalhadores com carteira assinada também aumentou em 141 mil pessoas, obtendo uma variação mensal positiva de 0.7%, na nova série da pesquisa.
Segundo os resultados de maio de 2005, as mulheres continuam sendo a maioria dos desocupados, representando 56,2% em maio do ano passado, e, 57,1% em maio deste ano.
Em maio, os homens representavam 56% da população ocupada, e as mulheres, 44%. A população de 25 a 49 anos representava 63,7% do total de ocupados. A pesquisa revelou também que o percentual de pessoas ocupadas em maio, com 11 anos ou mais de estudo, era de 50,2%.
As áreas que registraram maior nível de ocupação foram a indústria, com aumento de 101 mil postos, e educação, saúde, serviços sociais, administração pública, defesa e seguridade social, aumento de 2,3%, cujo crescimento de 4,8% no Estado do Rio de Janeiro foi o que mais colaborou nesta movimentação. No entanto, houve a segunda queda consecutiva no ano do rendimento médio anual dos trabalhadores, estimado em R$ 932,80, queda de 1,5% frente a abril.
Segundo a pesquisa, esta perda foi conseqüência da redução de 1,2% no rendimento dos empregados no setor público, além da perda no poder de compra nos rendimentos dos trabalhadores por conta própria e empregadores . O rendimento dos empregados no setor privado, por sua vez, não se alterou.