Rio de Janeiro, 01 de Novembro de 2026

IBGE: Indústria cresce em 13 das 14 regiões pesquisadas

O crescimento de 2,8% na produção industrial do país em outubro, número já divulgado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), reflete expansões em 13 das 14 regiões pesquisadas, na série com ajustes sazonais. (Leia Mais)

Segunda, 10 de Dezembro de 2007 às 09:35, por: CdB

O crescimento de 2,8% na produção industrial do país em outubro, número já divulgado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), reflete expansões em 13 das 14 regiões pesquisadas, na série com ajustes sazonais. Os dados regionalizados, que o IBGE divulgados nesta segunda-feira, indicam que a única exceção foi o Estado de Pernambuco, que teve queda na produção industrial de 1,3%. O resultado interrompeu dois meses de crescimento consecutivos - período em a produção acumulou elevação de 1,5%.

Os dados do IBGE mostram que o Paraná foi o principal destaque de outubro e o único Estado com aumento de dois dígitos: 13,6%. Outras cinco regiões envolvidas na pesquisa apresentaram resultado superior à média nacional de 2,8%: Rio de Janeiro (8,5%), Espírito Santo (6,6%), Amazonas (5,4%), Goiás (3,9%) e Bahia (3,0%). Em São Paulo, o principal parque fabril do país, o crescimento foi de 1,5%; no Rio Grande do Sul, 2,8%; Minas Gerais, 2,3%; Pará, 2,0%; São Paulo, 1,5%; Santa Catarina, 1,4%; Ceará, 0,5%; e a  Região Nordeste, que cresceu 1,3%.

Indústria automotiva

Uma avaliação da Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea) prevê o aumento na produção no ano que vem de 8,9%, o equivalente a 3,240 milhões de unidades, número já próximo da capacidade instalada. A indústria automotiva espera ainda alcançar uma produção anual de 5 milhões de veículos em 2013.

Segundo o presidente da Anfavea, Jackson Schneider,  “não há risco de gargalos e o país está preparado para atender a demanda interna”.

Schneider lembrou que no período de 1995 a 2004 a cadeia automotiva brasileira investiu US$ 35 bilhões, o que permitiu que o país saísse da marca de 2 milhões de unidades para 3,5 milhões. Com base nos anúncios publicados pelas empresas, a Anfavea estima que serão investidos algo em torno de R$ 10 bilhões nos próximos três anos.

– Acredito que esse valor pode ainda ser multiplicado por um fator robusto – diz o presidente da associação.

De acordo com o Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, o setor automotivo é prioridade da segunda fase da polícia industrial que deve ser sancionada, em breve, pelo presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva.

Entre os investimentos anunciados pelas empresas, a General Motors comunicou, em julho último, a aplicação de US$ 500 milhões para o Brasil e a Argentina. Um total de US$ 100 milhões vai para a construção de um novo prédio do centro tecnológico da empresa, em São Caetano do Sul, no ABC paulista. O restante será dividido meio a meio entre as unidades, no Brasil e na Argentina, visando o desenvolvimento de uma nova família de automóveis.

Segundo a assessoria de imprensa da montadora, neste ano de 2007, a GM já registra efeitos dos US$ 240 milhões injetados em sua fábrica de Gravataí, no Rio Grande do Sul, nos últimos dois anos. A média de produção passou de 120 mil unidades para 180 mil, 2007.

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