Rio de Janeiro, 09 de Abril de 2026

IBGE diz que taxa de desemprego não caiu

A desocupação nas seis regiões metropolitanas investigadas pela Pesquisa Mensal de Emprego (PME), divulgada nesta quinta-feira pelo Instituto Brasileiro de Geografia Estatística, IBGE, continuou estável em maio. (Leia Mais)

Quinta, 22 de Junho de 2006 às 07:07, por: CdB

A desocupação nas seis regiões metropolitanas investigadas pela Pesquisa Mensal de Emprego (PME), divulgada nesta quinta-feira pelo Instituto Brasileiro de Geografia Estatística, IBGE, continuou estável em maio. A queda de 0,2 ponto percentual na taxa de desocupação em relação a abril (10,4%) não denota variação estatisticamente significativa, segundo a orientação metodológica da pesquisa. Em relação a maio do ano passado, quando a taxa foi de 10,2%, o quadro também foi de estabilidade.

Na mesma comparação, o contingente de trabalhadores com carteira de trabalho assinada no setor privado cresceu cerca de 3,8% (303 mil pessoas). Nenhum grupamento de atividade apresentou alteração significativa na comparação com abril, mas, na comparação anual (maio 2006/ maio 2005), destaca-se o desempenho de Serviços prestados à empresa, aluguéis, atividades imobiliárias e intermediação financeira, com crescimento de 6,3%. O poder de compra da população ocupada aumentou em maio: o rendimento médio real habitual (estimado em R$ 1.027,80) teve ganho real de R$ 13,57 em relação a abril (cerca de 1,3%). Em relação a maio de 2005, o aumento foi de 7,7% (ganho de R$ 60,18).

Regionalmente, na comparação com abril, foi observada variação significativa da taxa de desocupação apenas na região metropolitana de Recife (de 16,5% para 15,0%). No confronto com maio de 2005, duas regiões apresentaram alteração no indicador: Recife (de 12,8% para 15,0%) e, com movimento inverso, Salvador (de 15,9% para 13,5%). Nas demais regiões, o quadro foi de estabilidade. O quadro a seguir mostra a evolução da taxa média de desocupação por região metropolitana, desde janeiro de 2003.

Em maio, o rendimento médio real habitualmente recebido pelos trabalhadores nas seis regiões metropolitanas pesquisadas pela PME foi estimado em R$ 1.027,80, um aumento de 1,3% em relação a abril e de 7,7% na comparação com maio de 2005.

Em relação a abril, houve recuperação em todas as regiões: Recife (4,5%), Salvador (0,6%), Belo Horizonte (2,1%), Rio de Janeiro (0,5%), São Paulo (1,6%) e Porto Alegre (1,5%). O mesmo ocorreu no confronto anual: Recife (14,8%), Salvador (6,8%), Belo Horizonte (5,2%), Rio de Janeiro (6,3%), São Paulo (9,5%) e Porto Alegre (5,9%).

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