Rio de Janeiro, 11 de Outubro de 2026

IBGE divulga Tábuas de Mortalidade no país

Segunda, 01 de Dezembro de 2008 às 09:30, por: CdB

Em 2007, no Brasil, a esperança de vida ao nascer era de 72,57 anos. Entre  1991 e 2007, a expectativa ao nascer da população do Brasil aumentou 5  anos, 6 meses e  26 dias, e a taxa de mortalidade infantil (óbitos de menores de 1 ano de idade por cada mil nascidos vivos) declinou de 45,19 anos,  em  1991, para  24,32 anos,  em  2007.  No mesmo período, a relação entre a
mortalidade  de  homens  e mulheres com idades entre 20 a 24 anos passou de 3,34  em  1991  para 4,20 em 2007, e continua sendo mais elevada no Sudeste (4,99.  Se  as  mortes  por  causas externas, particularmente as violentas, entre  a  população  jovem  masculina,  não  tivessem sua atual dimensão, a esperança  de  vida  dos brasileiros poderia ser mais elevada em cerca de 2 anos.

Entre  1991  e  2007, a população do país ganhou 5,57 em sua expectativa de vida ao nascer, ao passar de 67,00 anos, em 1991, para 72,57 anos, em 2007. Em  2006,  a  esperança  de vida para o Brasil era de 72,28 anos e cresceu, portanto,  3 meses e 14 dias no transcurso de 1 ano. O diferencial por sexo que, em 1991, era de 7,70 anos, experimentou um discreto declínio, passando para  7,62  anos,  em  2007.  Os mais expressivos diferenciais por sexo são
encontrados  nas  Regiões  Sudeste  e  Centro-Oeste,  certamente  fruto  da combinação  de  efeitos  como  a maior longevidade feminina e as mortes por causas  externas  entre  a  população  masculina  jovem.

Desde 1999, o IBGE divulga, anualmente, a  tábua  completa  de  mortalidade  da  população
brasileira, em cumprimento ao disposto no Artigo 2º do Decreto Presidencial n°  3.266  de  29/11/1999.  Os  dados  da Tábua de Vida são utilizados pelo Ministério  da  Previdência  Social  no cálculo do fator previdenciário das aposentadorias das pessoas regidas pelo Regime Geral da Previdência Social.

Homens entre 20 e 24 anos tinham 4 vezes mais chances de morrer do que as mulheres. No  Brasil,  no  grupo etário de 20 a 24 anos, a sobremortalidade masculina passou  de  3,34,  em 1991, para 4,20, em 2007. Assim, a chance de um homem falecer  com  idade  entre 20 e 24 anos era quatro vezes maior que a de uma mulher no mesmo grupo etário. Se  as mortes por causas externas, particularmente as mortes violentas, não tivessem  adquirido  tamanha  dimensão, a esperança de vida ao nascer de um brasileiro  poderia  ser  superior  em 2 ou 3 anos. Em 1991, uma mulher  nascida no Rio Grande do Sul vivia, em média, 18,98 anos a mais que um  homem  nascido  em  Alagoas.  Já  em  2007,  a  diferença  que separa a
expectativa  de  vida  de uma mulher do Distrito Federal e a de um homem de Alagoas  seria  de  16,32  anos.  Tanto  em 1991 quanto em 2007, as maiores diferenças  na  esperança  de vida ao nascer entre as unidades da federação podem  ser  observadas  no  Rio  de  Janeiro  e em São Paulo.

No Nordeste, em 2007, vale registrar as situações do Ceará e Alagoas. Entre 1991 e 2007, a mortalidade infantil reduziu-se em mais de 46 %. A  taxa  de  mortalidade  infantil (óbitos de menores de 1 ano de idade por cada  mil  nascidos  vivos)  declinou de 45,19 ?, em 1991, para 24,32 anos, em 2007,  representando uma de diminuição percentual acima de 46%, em 16 anos.
Neste  sentido,  é  importante  mencionar  que o Brasil, como signatário da Cúpula  do  Milênio,  tem  como  meta  alcançar,  até  2015,  uma  taxa  de mortalidade  infantil  próxima  a  15  ?, e a projeção sinaliza uma taxa de 18,20 anos. Os  resultados do Censo Demográfico de 2010 oferecerão subsídios mais  precisos  para  uma  melhor  avaliação  das  possibilidades do Brasil
atingir  esta  meta contida nos Objetivos de Desenvolvimento do Milênio. De qualquer  forma,  constata-se  a persistência de grandes distâncias entre o Norte,  o  Nordeste  e  o  Centro-Sul  do  país, configurando um cenário de marcadas desigualdades sociorregionais.

Ao  longo  destes  16  anos,  a mortalidade infantil reduziu-se em todas as Unidades  da  Federação, e a esperança de vida aumentou em todas as idades, especialmente  ao  nascer. Ainda assim, a morte prematura de jovens do sexo masculino  por causas externas é um fato social desconfortável para o país, sobretudo, por serem em grande parte fruto da violência que se instaurou na sociedade brasileira, abrindo chagas que teimam em não cicatrizar.

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