O Índice de Preços ao Consumidor Amplo-15 (IPCA-15) ficou em 1,14% em abril, mesma taxa do mês anterior, pressionado ainda pela alta dos preços de alimentos e medicamentos. O número anunciado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta sexta-feira é uma leitura prévia do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), referência do sistema de metas de inflação do governo. O IPCA-15 manteve-se abaixo da taxa de 1,23% registrada pelo IPCA em março. Segundo sondagem do BC com instituições financeiras, o mercado projeta para o IPCA desde mês uma taxa de 0,90%. Em abril, houve uma menor alta dos preços de ônibus urbanos --que passou de 2,80% em março para 1,25%--, mas os custos de itens como alimentos e remédios aceleraram. O grupo Alimentos vem sendo prejudicado pelos produtos "in natura", cujas colheitas foram atrapalhadas por chuva ou calor excessivos. Os preços de alimentação subiram 1,61% este mês, contra 1,32% no levantamento de março. O tomate foi o destaque, com elevação de preços de 63,07%, seguido pela cebola, que subiu 29,45%. Os preços dos remédios apresentaram um avanço de 5,87%, contra a alta de 1,37% em março. Na quarta-feira, o Comitê de Política Monetária (Copom) do BC votou pela manutenção da taxa Selic e pela retirada do viés de alta, dizendo que "melhoraram as perspectivas de inflação desde a última reunião". O IPCA-15 segue a mesma metodologia do IPCA, medindo a variação de preços 11 regiões do país para famílias com rendimento de até 40 salários mínimos. A diferença entre os índices é que o IPCA é calculado ao longo do mês civil e o IPCA-15 abrange, neste caso, o período de 15 de março a 11 de abril.