No Pará, fiscais do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) reiniciam, nesta sexta-feira a fiscalização das madeireiras acusadas de desmatar ilegalmente a floresta amazônica. Os trabalhos haviam sido suspensos depois de um protesto de moradores do município de Tailândia.
Nas entradas de Tailândia a Polícia Militar está de prontidão para evitar novas manifestações. O Ibama informou que vai retomar a retirada da madeira apreendida durante a operação Guardiões da Floresta, suspensa depois que moradores protestaram contra a fiscalização e entraram em confronto com a polícia.
O sindicato que reúne os madeireiros da cidade reconhece irregularidades no setor, mas pede rapidez à Secretaria Estadual de Meio Ambiente na liberação de planos de manejo que autorizam a retirada legal de madeira da floresta.
– Porque se arrastam dois, três anos num projeto e as pessoas chegam a um ponto que não conseguem suportar financeiramente tanta burocracia, diz o presidente do Sindicato da Indústria Madeireira, João Batista Medeiros.
A operação do Ibama e o período das chuvas, considerada a época de entressafra da madeira, derrubaram a movimentação nas empresas. As madeireiras de Tailândia estão praticamente paradas e os funcionários, preocupados. Eles temem perder o emprego.
Tailândia tem 64 mil habitantes e é um pólo madeireiro. Segundo a prefeitura, o setor gera em torno de cinco mil empregos diretos.
Para Francisco da Silva, presidente do Sindicato dos Trabalhadores da Indústria Madeireira, a ameaça do desemprego causou a revolta da população contra o Ibama.
– Todo mundo na incerteza de ter o que comer amanhã, por isso aconteceu o que aconteceu”, comenta.
Rio de Janeiro, 08 de Novembro de 2026
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