Técnicos do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) encontraram em Sergipe vários exemplares do macaco guigó, uma espécie avaliada por eles como rara. O anúncio foi feito pelo gerente geral do órgão no Estado, Márcio Macedo, que deseja registrar a espécie como "macaco guigó de Sergipe".
Por causa da presença desses animais, o povoado Junco, em Capela (a 67 quilômetros de Aracaju), será transformado em Área de Preservação Ambiental. Os macacos foram encontrados numa área de 900 hectares de Mata Atlântica e nela ficam as nascentes de dois rios. Para fazer a avaliação do local, virão a Sergipe técnicos do Ibama de Brasília.
- Esses técnicos vão conhecer o nosso macaco, a área de Mata Atlântica, as nascentes dos rios e, junto com a equipe de Sergipe, definir a criação da Área de Preservação Ambiental. Nós vamos receber também membros da Diretoria de Ecossistema do Ibama e pesquisadores do Centro de Estudos de Primatas, que é um órgão do Ibama que tem sede na Paraíba - anunciou Macedo.
O pesquisador Marcelo Sousa, do Ibama de Sergipe, é o principal estudioso do macaco guigó. Ele disse que o animal é três vezes maior que o "nico" e se esconde sempre que percebe a presença de humanos. Mesmo assim, ele conseguiu gravar a imagem de alguns deles em sua filmadora. Já tentou fazer fotografia, mas não conseguiu, porque os animais fogem rapidamente.