Rio de Janeiro, 07 de Setembro de 2026

Ibama descobre que madeira nobre indígena é transportada ilegalmente

Quinta, 31 de Março de 2005 às 10:36, por: CdB

O Ibama reteu cerca de 2.500 metros cúbicos de madeira, em Nova Esperança do Piriá, no estado do Pará, e multou as empresas envolvidas em até R$ 400 mil. As toras estariam saindo pelos municípios de Nova Esperança do Piriá e Santa Luzia do Pará.

O que vem chamando a atenção do Ibama é que os madeireiros estariam usando empresas fantasmas de Paragominas para transportar ilegalmente madeira de espécies nobres da reserva indígena do Tembé.

Em Cachoeira do Piriá, o Ibama e a Polícia Rodoviária Federal encontraram mais oito serrarias irregulares. Todas deixaram de funcionar pelo menos 15 dias antes da fiscalização. Em uma delas, os fiscais encontraram ATPFS (Autorizações de Transporte de Produtos Florestais) de empresas de Ulianópolis, Garrafão do Norte, São Miguel do Guamá e Ananindeua. Os documentos são usados para esquentar madeira clandestina. Cada nota custa, no mercado negro, R$ 700.

Os fiscais também encontraram produtos químicos usados para combater o ataque de fungos na madeira e valorizá-la no mercado. Mas o produto é proibido pois pode contaminar o solo. Segundo o Ibama, a maioria das serrarias pagava aos colonos R$ 80 por tora. Depois de beneficiada, a madeira chegava a custar até cinco vezes mais dependendo da espécie.

Durante a operação Piriá, o Ibama autuou em flagrante, 6 homens garimpando ouro sem autorização. Os garimpeiros abriram uma cratera de 10 metros de altura por 50 de diâmetro e atingiram um lençol de água que pode sofrer contaminação pelo uso do mercúrio.

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