Rio de Janeiro, 05 de Fevereiro de 2026

Ibama avalia danos ao Cristo provocados pelo público recorde

As consequências do público recorde de visitantes no Cristo Redentor, na tarde deste domingo, serão avaliadas por representantes do Ibama no Rio de Janeiro e do Parque Nacional da Tijuca às 14h desta segunda-feira, em uma reunião na Praça XV, no Centro.

Segunda, 16 de Julho de 2007 às 08:23, por: CdB

As consequências do público recorde de visitantes no Cristo Redentor, na tarde deste domingo, serão avaliadas por representantes do Ibama no Rio de Janeiro e do Parque Nacional da Tijuca às 14h desta segunda-feira, em uma reunião na Praça XV, no Centro.

A reunião avaliará se houve algum dano ao monumento e nos acessos provocado pelas pessoas que visitaram a estátua, aproveitando a promoção que liberou a entrada gratuita ao ponto turístico. Pelo menos 10 mil visitantes aproveitaram a promoção.

O chefe do Parque da Tijuca, Ricardo Calmon, está finalizando o relatório de ocorrências e caso fique constatado algum dano, a empresa que administra o trem do corcovado poderá ser multada em até R$ 500 mil.

De acordo com o Superintendente do IBAMA, no Rio de Janeiro, Rogério Rocco, houve pisoteamento das mudas que estavam sendo recuperadas. Na reunião, outras ocorrências podem ser constatadas.

Diretor do Trem do Corcovado lamenta transtorno na visita ao Cristo

O que era para ser um presente para aqueles que ajudaram a eleger o Cristo Redentor como uma das sete maravilhas do mundo, virou um grande transtorno.

O diretor do Trem do Corcovado, Sávio Neves, lamentou nesta segunda-feira  a aglomeração em frente à estação no domingo, quando milhares de brasileiros esperavam a oportunidade de visitar o monumento, sem pagar pelo transporte.

— Quisemos fazer uma grande festa de confraternização e acabamos gerando um grande desconforto. Não era essa intenção. A intenção era fazer uma festa bonita e de paz — explicou.
Sávio já deixou claro que não pretende repetir a experiência. — De jeito nenhum. Imaginamos que muita gente iria, mas não assim —afirmou.

Na semana passada, a concessionária anunciou que o transporte seria gratuito para brasileiros que comprovassem sua nacionalidade com identidade. Mas o benefício só valeria a partir das 16h de domingo.

— Divulgamos que o transporte estaria liberado das 16h às 22h, mas às 7h30 já tinha gente na fila. Às 21h, não parava de chegar gente — falou o diretor.

A quantidade de pessoas superou até mesmo a expectativa da direção. — Foi uma procura acima da nossa expectativa — 

Neves conta que recebeu várias reclamações. Mas elogiou a atuação da Polícia Militar, que foi chamada para ajudar na confusão.

— A PM agiu com competência. Não houve risco para a população. Não houve nenhum incidente. As pessoas ficavam desconfortáveis e ansiosas com as grandes filas formadas. Mas não dava para atender todo mundo — avaliou. 

Durante todo o domingo, o que se viu foi um grande congestionamento de carros e pessoas no Bairro do Cosme Velho, na Zona Sul do Rio.

O diretor explica que, por causa da enorme procura, os brasileiros começaram a subir às 13h para o Cristo, ou seja, três horas antes do horário previsto. Segundo ele, os turistas não foram prejudicados.

— Até as 15h40 fomos compartilhando os trens. Depois só os brasileiros subiam. Os turistas não tiveram nenhum prejuízo e problemas. A grande reclamação foi o desconforto causado pelas enormes filas —.

Neves estima que 6 mil pessoas tenham sido comtempladas com a gratuidade no transporte, mas uma boa parte não conseguiu embarcar. “Dizem que ficaram de fora 3 mil.”

Mais de 500 vouchers foram distribuídos

Para tentar amenizar o transtorno causado, foram distribuídos mais de 500 vouchers para brasileiros que ainda estavam nas filas quando o serviço foi encerrado.

— Eles vão poder usar o voucher até o final do ano, em qualquer dia e qualquer horário. Foi uma forma de atenuar o problema, pois ainda tinha gente na fila e não tínhamos mais horário de subida —.

Segundo Neves, o último trem para o Cristo subiu às 21h e desceu às 23h. A capacidade é de 120 pessoas por trem e 480 por hora.

Tags:
Edições digital e impressa