Fiscais do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) apreenderam, nesta trça-feira, no porto de Manaus, duas toneladas de pescado ilegal, que seriam vendidos nas feiras da cidade. O principal peixe encontrado no carregamento foi o pirarucu, também conhecido como "bacalhau da Amazônia", cuja pesca comercial é proibida durante o ano inteiro.
- Nós recebemos uma denúncia anônima e abordamos o recreio (barco regional de transporte de cargas e passageiros) aqui na orla fluvial de Manaus, por volta de cinco horas da manhã - contou o chefe estadual de fiscalização do Ibama, Adilson Cordeiro.
- Além do pirarucu, havia também tambaqui abaixo do tamanho mínimo permitido - disse.
Cordeiro afirmou que a apreensão de hoje é considerada grande, embora não seja a maior do ano.
- É uma quantidade significativa, suficiente para o preparo de seis mil refeições - comparou.
- Ela já está sendo doada a dez instituições filantrópicas da cidade - afirmou.
O Ibama encaminhará uma comunicação de crime ao Ministério Público Federal para punições penais e administrativas. A multa será dada em cima de R$ 700, com acréscimo de R$ 10 por quilo, totalizando, assim, R$ 20,7 mil.
O pescado ilegal vinha de Coari, no Médio Solimões. A região é famosa pelo manejo do pirarucu, a única técnica autorizada de coleta da espécie. Nela, os ribeirinhos - geralmente envolvidos em algum projeto-piloto de desenvolvimento sustentável - fiscalizam lagos, garantindo a reprodução e o crescimento dos pirarucus (peixes que podem atingir até três metros de comprimento e 250 quilogramas).