Rio de Janeiro, 17 de Agosto de 2026

Humberto Costa nega crise no Ministério da Saúde

Domingo, 07 de Setembro de 2003 às 11:52, por: CdB

O ministro da Saúde, Humberto Costa, negou que o presidente Lula tenha falado sobre sua saída da pasta, após as recentes críticas que recebeu, e disse que seu ministério não está em crise. Ele foi acusado de utilizar critérios políticos na distribuição de cargos no Instituto Nacional do Câncer (Inca) e na Fundação Nacional de Saúde (Funasa). Também foi criticado por demitir o marido da deputada Maria José Conceição Maninha (PT-DF), que se absteve na votação da reforma da Previdência, e pela falta de transparência da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

Em entrevista concedida à revista Época, Costa ressaltou que em nenhum momento o presidente Lula demonstrou insatisfação em relação ao trabalho que ele tem realizado na pasta. No entanto, ele admitiu que foi cobrado por Lula para apresentar uma solução rápida aos problemas do ministério e priorizar o atendimento à população.

Costa também ressaltou que a área da saúde apresenta crises isoladas, mas que já estão sendo resolvidas, como a questão do Inca e do Ceará, em que faltaram leitos da UTI. O ministro comparou os problemas que vem enfrentando com os do governo anterior na área da saúde. "Crises isoladas sempre aconteceram e acontecerão. Basta lembrar no governo passado a grande epidemia de dengue que houve em todo o país.

Isso foi motivo de grande polêmica e de muitas críticas ao sistema de saúde. Também houve aquele processo de falsificação de medicamentos, tanto de anticoncepcionais quanto de medicamentos para o câncer. Isso foi alvo, inclusive, de uma CPI. Portanto, quem está neste ministério, com seu tamanho e complexidade, tem de estar preparado para enfrentar crises", disse.

Por fim, Humberto Costa, apontou que existem vários interesses que estão sendo contrariados com as posições do Ministério da Saúde, como a questão do controle dos preços dos medicamentos e da regulação dos planos de saúde. No entanto, ele disse que não sabe se a oposição e o PSDB estão contribuindo para a crise na pasta.

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