Rio de Janeiro, 14 de Setembro de 2026

Human Rights Watch quer acesso a detidos no Iraque

Quinta, 06 de Maio de 2004 às 22:58, por: CdB

A organização Human Rights Watch (HRW) pediu ao secretário de Defesa dos EUA, Donald Rumsfeld, acesso a todos os centros de detenção e aos presos do Iraque e Afeganistão para comprovar seu estado e o tratamento que recebem.

Em uma carta divulgada em Nova York, a organização de defesa dos direitos humanos pede que o governo revele todos os lugares onde mantém presos suspeitos de terrorismo ou de ameaçar sua segurança.

A HRW também pede autorização para investigações 'independentes, imparciais e públicas' em todas as instalações onde os militares ou os serviços secretos americanos mantêm pessoas detidas.

A organização diz que anteriormente tentou visitar centros militares de detenção no Iraque, no Afeganistão e na base de Guantánamo (Cuba), 'sem sucesso'.

Na sua opinião, os Estados Unidos perderam tanta credibilidade no mundo que as investigações oficiais não serão consideradas imparciais.

Além disso, o organização destaca que, embora os relatos confidenciais do Comitê Internacional da Cruz Vermelha elaborados para o governo dos EUA sejam importantes, também são necessárias investigações realizadas por pessoas independentes e confiáveis que possam divulgar os resultados de seu trabalho ao público.

A organização também pediu a Rumsfeld que sejam proibidas as técnicas de interrogatório sob coação e estresse, como as que privam o sono e os sentidos, obrigam a pessoa a ficar de pé, amarrada ou nua e são especialmente desenvolvidas para infligir dor ou humilhação.

Segundo o diretor executivo da organização, Kenneth Roth, o uso dessas técnicas 'contribuiu claramente para um clima no qual o pessoal militar americano achou que se poderia tolerar abusos mais chocantes'.

A carta foi enviada depois de explodir o escândalo sobre os abusos sofridos por prisioneiros iraquianos que estavam sob custódia de soldados da coalizão na prisão Abu Gharib, nos arredores de Bagdá.

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