Rio de Janeiro, 20 de Setembro de 2026

Human Rights acusa Bush de induzir torturas no Iraque

Quinta, 10 de Junho de 2004 às 08:40, por: CdB

A Human Rights Watch acusou o governo Bush de "deixar de lado as regras" sobre interrogatórios de presos e dessa forma criar a atmosfera que levou às torturas no Iraque.
A entidade de direitos humanos com sede em Nova York disse que os EUA ludibriaram o direito internacional e passaram dois anos acobertando ou ignorando os casos de torturas e abusos cometidos por militares norte-americanos no Afeganistão e no Iraque.

O governo dos EUA nega que tenha como política oficial os maus tratos a presos capturados na sua "guerra ao terrorismo". "Os horrores (da penitenciária de) Abu Ghraib não foram simplesmente atos de soldados individuais. Abu Ghraib é o resultado de decisões tomadas pelo governo Bush para deixar as regras de lado", disse Kenneth Roth, diretor-executivo da entidade, em um relatório de 38 páginas intitulado "O Caminho para Abu Ghraib".

Seis soldados devem ser levados à corte marcial e um já foi condenado a mais de um ano de prisão por causa do escândalo que veio à tona em abril, por causa de fotos em que prisioneiros iraquianos aparecem sendo empilhados, forçados a simular atos sexuais e puxados por coleiras diante de risonhos soldados norte-americanos

A Human Rights Watch listou três fatores que a levaram a acreditar que as políticas norte-americanas desencadearam os abusos:

 Depois dos atentados de 11 de setembro de 2001, o governo "decidiu que a guerra ao terrorismo permitia aos EUA contornar as restrições do direito internacional", inclusive a Convenção de Genebra; Os Estados Unidos "empregaram métodos coercitivos para infligir dor e humilhação aos detentos a fim de 'amaciá-los' para o interrogatório." ; Até a publicação das fotos de Abu Ghraib, o governo Bush "adotou, na melhor das hipóteses, a abordagem 'o que os olhos não vêem o coração não sente' com relação aos relatos de maus tratos a detentos".

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