Rio de Janeiro, 30 de Agosto de 2026

Humala quebra resistências

Quinta, 12 de Maio de 2011 às 12:10, por: CdB

O candidato à presidência da República pela frente progressista Gana Peru, Ollanta Humala, avança em sua campanha para neutralizar a resistência de vários setores conservadores e vencer o 2º turno programado para o próximo dia 5.

Além de aliados como o Prêmio Nobel de Literatura deste ano, Mário Vargas Llosa, ele conquistou, também, uma espécie de neutralidade do banqueiro Walter Bayly, presidente do Banco de Crédito do Peru (BCP) a mais antiga instituição financeira do país, com perto de 330 agências.

Em declaração publicada hoje pelo jornal peruano La República, o banqueiro afirma não ver nada de dramático nas propostas de Humala para o setor financeiro. Em sua avaliação o plano de governo do candidato não representa impacto negativo ao sistema no país, ao contrário do que alardeiam  os opositores alinhados com sua adversária no 2º turno, Keiko Fujimori, filha do ex-ditador Alberto Fujimori (ele está na cadeia cumprindo pena de prisão de 25 anos por corrupção).

Posições estão longe de preocupar, garante banqueiro

Ao La República o banqueiro observa que, ainda que o candidato tenha afirmado que os bancos estatais em um futuro governo seu passarão a ter maior participação na economia, atuando no setor de micro crédito, a questão estaria longe de preocupar o BCP.

Falando sobre as previdências privada e pública, o executivo ressaltou, ainda, que o programa da frente Gana Peru defende que o Sistemas Nacional de Pensões e o Sistema Privado de Pensões sejam complementares.

Bayly entende que Humala não usará as contribuições atuais em seu plano de governo, mas, sim, as futuras. Estas se darão de forma compulsória no âmbito do Sistema Nacional de Pensões (SNP). Ele  citou estudos indicativos de que a complementaridade dos dois sistemas de pensões, com uma contribuição de apenas 13% sobre os salários, aumentará o volume das pensões públicas em 32%.

Oposição é política, ideológicas e pouco técnica


Também a presidenta da Associação dos Fundos de Pensão no Peru, Beatriz Merino, criticou a campanha da oposição a Humala. “São setores irresponsáveis que estão criando o pânico com suas opiniões políticas, ideológicas e pouco técnicas”, disparou.  “O candidato Ollanta Humala foi explícito ao dizer que não vai tocar nos fundos de pensões”, completou.

Segundo ela, essas ações têm contribuído para a queda dos aportes voluntários. Beatriz afirmou não se opor à criação do programa de aposentadoria 65, proposto por Humala. Apenas ressalva ser  contrária a que seja financiado com aportes privados dos trabalhadores. Sua associação defende que os recursos sejam obtidos por meio de impostos.






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