Rio de Janeiro, 27 de Agosto de 2026

Indecisos pesam nas eleições entre esquerda e conservadores peruanos

O candidato nacionalista Ollanta Humala, de esquerda, e a conservadora Keiko Fujimori estão virtualmente empatados, segundo pesquisa de intenções de voto para o segundo turno da eleição presidencial no Peru, em 5 de junho.

Sábado, 07 de Maio de 2011 às 08:05, por: CdB
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O candidato nacionalista Ollanta Humala, de esquerda, e a conservadora Keiko Fujimori estão virtualmente empatados, segundo pesquisa de intenções de voto para o segundo turno da eleição presidencial no Peru, em 5 de junho. Há um grande número de indecisos, cujos votos serão decisivos, mostrou a pesquisa no sábado. Humala, que moderou seu discurso sobre as reformas socialistas que pretende realizar no país após as eleições, mas ainda inquieta os investidores, tem 40,7% das preferências, enquanto Keiko Fujimori, considerada partidária do livre mercado, soma 40,5%, de acordo com a sondagem realizada pela Universidad Católica do Peru. Os entrevistados que expressaram sua intenção de votar branco, nulo ou os que ainda não optaram por um candidato somaram 18,7%, porção que os candidatos terão que conquistar, até as eleições, para inclinar a balança eleitoral. A sondagem deste sábado foi realizada entre 30 de abril e 3 de maio com 1.570 pessoas de 19 regiões do país. A consulta tem margem de erro de 2,47 pontos percentuais. Outra pesquisa, da empresa Ipsos Apoyo, divulgada há três dias também mostrou os dois candidatos tecnicamente empatados. Humala tinha 39% das intenções de votos, contra 38%, filha do ex-presidente Alberto Fujimori, atualmente preso por corrupção e violação de direitos humanos. Na sexta-feira, Humala, que vinha liderando as primeiras pesquisas, disse que não descartará o seu questionado plano de governo, mas que incluirá propostas de outras forças políticas para ter uma plataforma ampla e consensual. O plano de governo original de Humala, apresentado até pouco antes do primeiro turno das eleições, contém propostas de nacionalização da economia, o que na opinião dos capitalistas pode frear o forte crescimento registrado pela economia peruana nos últimos anos.
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