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Humala diz que prefere menos palavras e mais ação no Peru

Sexta, 12 de Agosto de 2011 às 12:48, por: CdB

Humala diz que prefere menos palavras e mais ação no Peru

Por Mariana Bazo

PISCO, Peru (Reuters) - O presidente peruano, Ollanta Humala, fez na sexta-feira a sua primeira atividade pública após assumir o poder, no fim de julho, e afirmou que seu governo vai priorizar um estilo de "menos palavras e mais ação".

Humala, que havia estado fora da polêmica pública em temas considerados chaves no país, percorreu a cidade costeira de Pisco, afetada por um forte terremoto em 2007 e que ainda sofre pelo atraso de sua reconstrução.

O militar aposentado, vestido com calça jeans e camisa branca, fez um discurso de três minutos aos moradores depois de visitar ruas e casas destruídas, onde barracas de lona são usadas como refúgio para os habitantes.

"Estamos fazendo um governo que seja efetivo, que se coloque a trabalhar de uma vez, menos palavras e mais ação, isso é o que quero fazer com vocês", disse Humala em Pisco, cidade a 250 quilômetros ao sul de Lima.

O presidente Humala, de 49 anos, só havia usado a rede social Twitter como veículo de comunicação desde que assumiu o poder, em 28 de julho, falando de temas de segurança interna de grande impacto midiático no país sul-americano.

O perfil discreto de Humala contrasta com o do ex-presidente Alan García, um político loquaz que comentava quase diariamente temas diversos. Outros ex-mandatários como Alejandro Toledo e Alberto Fujimori também tinham grande exposição pública.

Humala, que abandonou ideais radicais de esquerda, estava acompanhado de vários funcionários e alguns empresários privados, e os convidou a participar com o governo na reconstrução de Pisco, que foi atingida por um tremor de magnitude 7,9.

O terremoto deixou mais de 500 mortos e ao menos 60.000 casas danificadas ou destruídas.

"Minha obrigação é velar pelo desenvolvimento de vocês, não é um favor que lhes faço, é minha obrigação", disse Humala.

Mais tarde, ao ser questionado pela mídia, Humala não quis falar sobre temas polêmicos que têm dominado a atenção pública local, como a possível mudança na Constituição política no âmbito econômico e o possível indulto a seu irmão preso por uma tentativa de golpe de Estado em 2005.

"Tenho uma agenda a cumprir com o povo peruano, e estou concentrado nessa agenda, o que não pertence a essa agenda não me parece que estamos dando importância", declarou.

Reuters

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