Rio de Janeiro, 01 de Maio de 2026

Hubble capta berço de estrelas em ponto distante do universo

O telescópio Hubble, ao fotografar o campo ultra profundo do universo, captou imagens de um ponto onde surgem as estrelas. Transmitidas em alta resolução, a partir da órbita da Terra, onde situa-se o mais acurado telescópio já produzido pela humanidade, as imagens mostram uma realidade desta área do espaço, distante aproximadamente 180 bilhões de anos-luz da Via Láctea, onde se encontra o nosso sistema solar. (Leia Mais)

Segunda, 14 de Novembro de 2005 às 17:19, por: CdB

O telescópio Hubble, ao fotografar o campo ultra profundo do universo, captou imagens de um ponto onde surgem as estrelas. Transmitidas em alta resolução, a partir da órbita da Terra, onde situa-se o mais acurado telescópio já produzido pela humanidade, as imagens mostram uma realidade desta área do espaço, distante aproximadamente 180 bilhões de anos-luz da Via Láctea, onde se encontra o nosso sistema solar.

Segundo os cientistas, as explosões de supernovas (estrelas recém-nascidas) significa uma liberação de energia sem comparação com nenhum outro fato ocorrido nos últimos 600 bilhões de anos, na escala terráquea de mensuração do tempo.

Os integrantes do projeto Hubble anunciaram, nesta terça-feira, o término da pesquisa que buscava a medida exata das áreas mais distantes do universo, onde residem estas galáxias, um esforço essencial para determinar a idade e o tamanho do cosmo.

- Antes do Hubble, os astrônomos não poderiam decidir se o universo existe há 10 ou 20 bilhões de anos. O universo tem uma escala com mensurações tão vastas que não permitiam aos astrônomos confrontar estes números diante das questões mais básicas sobre a origem e o eventual destino do espaço sideral. Após todos esses anos, nós finalmente entramos em uma era de precisão cosmológica. Agora nós podemos ter segurança quanto à leitura das fotos da origem, da evolução e do destino do universo  - disse o diretor da equipe, Wendy Freedman, do Observatório do Instituto Carnegie de Washington.

As observações deste segmento do universo são permitidas diante da órbita do Hubble, com uma distorção de apenas 10%.

- A verdade está lá fora, e nós vamos encontrá-la - afirmou outro membro da equipe, o cosmólogo Robert Kirshner, da Universidade de Harvard.

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