Rio de Janeiro, 07 de Outubro de 2026

Hospital Rocha Faria investe no parto humanizado

Sexta, 30 de Janeiro de 2009 às 08:23, por: CdB

Desde a inauguração das novas instalações do centro obstétrico e do setor de internação da maternidade do Hospital Estadual Rocha Faria (HERF), em Campo Grande, Zona Oeste do Rio, em dezembro de 2008, a qualidade do atendimento mudou completamente. Agora, as gestantes são submetidas a partos humanizados, especialidade que está sendo aprimorada a cada dia

De acordo com a coordenadora de Enfermagem, Rosângela Rodrigues Ferreira, a dificuldade, decorre do número elevado de partos realizados por dia. Referência em partos de risco, o hospital registra, em média, 300 partos por dia.

– Fizemos uma reestruturação do ambiente físico para implantar o parto humanizado, que oferece outras técnicas, além das tradicionais, para o trabalho de parto. O parto humanizado tem a ver com a presença de acompanhante ao lado da parturiente, mas ainda estamos com alguns problemas, como superlotação. Aqui, fazemos partos de baixa e alta complexidade. Nossa portas estão sempre abertas – esclareceu.

A maternidade prioriza o parto normal e, após a reforma, conta com três salas destinadas a este tipo de procedimento. Cesarianas são feitas apenas em casos de extrema necessidade, de acordo com a médica plantonista Maria de Fátima Queiroz Fernandes.
 
– O parto humanizado, a princípio, é o que a natureza manda: normal e sem indução. Agora, se tem uma intercorrência, aí sim colocamos soro. Tudo aqui é feito dentro da determinação obstétrica – disse Maria de Fátima.

Dentro das possibilidades do hospital, o que se procura fazer no HERF é tornar o parto o mais natural possível, com a participação médica apenas para orientar o paciente. Uma forma de tornar o momento ainda mais inesquecível através das práticas realizadas, promovendo e estreitando o contato entre mãe e filho.

A parturiente chega à maternidade e é direcionada a um dos nove leitos pré-parto. Lá, pode ter a companhia de um acompanhante. Só quando é chegada a hora de dar à luz, a futura mamãe vai para a sala de parto, onde escolhe a melhor posição para ter o bebê. Caso o processo seja mais doloroso do que a parturiente possa suportar, é ministrado um analgésico, e não um anestésico, que pode acabar interrompendo as contrações. Assim que nasce, o bebê é colocado no colo da mamãe.

Ao contrário da praxe de deixar o recém-nascido no berçário, ele é levado, em um berço móvel, para o lado da mãe, que recebe as orientações sobre amamentação. Na maternidade do Rocha Faria, a maior parte dos nascimentos é realizado por parto normal, sem intervenção cirúrgica.

– O serviço público sempre indicou muito mais o parto normal. O cirúrgico é mais comum em clínicas particulares, com uma taxa de 95% de cesáreas. Aqui, este percentual não passa de 25%, até porque seguimos normas do Ministério da Saúde. Não passamos dos 25% mesmo sendo uma maternidade de risco, o que significa que temos uma taxa um pouco maior de cesáreas. Mas nem um pouco comparável às instituições particulares, onde se marca o horário da cesariana. Na própria mídia, agora é que aparece algum artista tendo parto normal. Até há pouco tempo, todos tinham cesárea e com mamadeira depois – destacou Rosângela.

A aparelhagem do setor é de última geração e o ambiente, climatizado. Para a chefe da obstetrícia, Maria das Graças de Araújo, o respaldo da Secretaria de Saúde de Defesa Civil, através das ações do secretário, foi fundamental para as melhorias realizadas.

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