Desde a inauguração das novas instalações do centro obstétrico e do setor de internação da maternidade do Hospital Estadual Rocha Faria (HERF), em Campo Grande, Zona Oeste do Rio, em dezembro de 2008, a qualidade do atendimento mudou completamente. Agora, as gestantes são submetidas a partos humanizados, especialidade que está sendo aprimorada a cada dia
De acordo com a coordenadora de Enfermagem, Rosângela Rodrigues Ferreira, a dificuldade, decorre do número elevado de partos realizados por dia. Referência em partos de risco, o hospital registra, em média, 300 partos por dia.
– Fizemos uma reestruturação do ambiente físico para implantar o parto humanizado, que oferece outras técnicas, além das tradicionais, para o trabalho de parto. O parto humanizado tem a ver com a presença de acompanhante ao lado da parturiente, mas ainda estamos com alguns problemas, como superlotação. Aqui, fazemos partos de baixa e alta complexidade. Nossa portas estão sempre abertas – esclareceu.
A maternidade prioriza o parto normal e, após a reforma, conta com três salas destinadas a este tipo de procedimento. Cesarianas são feitas apenas em casos de extrema necessidade, de acordo com a médica plantonista Maria de Fátima Queiroz Fernandes.
– O parto humanizado, a princípio, é o que a natureza manda: normal e sem indução. Agora, se tem uma intercorrência, aí sim colocamos soro. Tudo aqui é feito dentro da determinação obstétrica – disse Maria de Fátima.
Dentro das possibilidades do hospital, o que se procura fazer no HERF é tornar o parto o mais natural possível, com a participação médica apenas para orientar o paciente. Uma forma de tornar o momento ainda mais inesquecível através das práticas realizadas, promovendo e estreitando o contato entre mãe e filho.
A parturiente chega à maternidade e é direcionada a um dos nove leitos pré-parto. Lá, pode ter a companhia de um acompanhante. Só quando é chegada a hora de dar à luz, a futura mamãe vai para a sala de parto, onde escolhe a melhor posição para ter o bebê. Caso o processo seja mais doloroso do que a parturiente possa suportar, é ministrado um analgésico, e não um anestésico, que pode acabar interrompendo as contrações. Assim que nasce, o bebê é colocado no colo da mamãe.
Ao contrário da praxe de deixar o recém-nascido no berçário, ele é levado, em um berço móvel, para o lado da mãe, que recebe as orientações sobre amamentação. Na maternidade do Rocha Faria, a maior parte dos nascimentos é realizado por parto normal, sem intervenção cirúrgica.
– O serviço público sempre indicou muito mais o parto normal. O cirúrgico é mais comum em clínicas particulares, com uma taxa de 95% de cesáreas. Aqui, este percentual não passa de 25%, até porque seguimos normas do Ministério da Saúde. Não passamos dos 25% mesmo sendo uma maternidade de risco, o que significa que temos uma taxa um pouco maior de cesáreas. Mas nem um pouco comparável às instituições particulares, onde se marca o horário da cesariana. Na própria mídia, agora é que aparece algum artista tendo parto normal. Até há pouco tempo, todos tinham cesárea e com mamadeira depois – destacou Rosângela.
A aparelhagem do setor é de última geração e o ambiente, climatizado. Para a chefe da obstetrícia, Maria das Graças de Araújo, o respaldo da Secretaria de Saúde de Defesa Civil, através das ações do secretário, foi fundamental para as melhorias realizadas.
Hospital Rocha Faria investe no parto humanizado
Sexta, 30 de Janeiro de 2009 às 08:23, por: CdB