O Hospital Central do Instituto de Assistência dos Servidores do Estado do Rio de Janeiro (Iaserj) corre o risco de fechar ainda esta semana. O alerta foi feito, nesta terça-feira, por médicos da unidade, que enviaram ao Ministério Público um ofício relatando os problemas enfrentados. Desde a semana passada - quando a empresa que faz o serviço de lavanderia parou o trabalho por falta de pagamento - as cirurgias eletivas e os atendimentos externos estão suspensos.
Na unidade faltam kits para exames de sangue, luvas descartáveis e material para curativo. Os aparelhos de eletrocardiograma e ecocardiograma não funcionam e o de raios X só faz exames simples. As três ambulâncias não têm combustível.
Para o presidente da Comissão de Saúde da Alerj, deputado Paulo Pinheiro (PPS), o caos pode ter se instalado por descaso do governo do Estado. O secretário estadual de Saúde, Gilson Cantarino, disse que a suspensão, há seis anos, das contribuições mensais dos servidores do estado, que eram feitas através de desconto em folha, agravou a crise. Ele tentará obter recursos através do Sistema Único de Saúde.