Rio de Janeiro, 02 de Janeiro de 2026

Hospital Pedro Ernesto recebe via arresto judicial há um ano

Serviços como limpeza e segurança no Hospital Universitário Pedro Ernesto, no Rio têm sido pagos às empresas terceirizadas via arresto judicial há um ano

Segunda, 29 de Maio de 2017 às 11:07, por: CdB

Apesar disso, o hospital funciona com quantidade reduzida de leitos devido aos atrasos no pagamento dos servidores públicos

Por Redação, com ABr - do Rio de Janeiro:

Serviços como limpeza e segurança no Hospital Universitário Pedro Ernesto, no Rio têm sido pagos às empresas terceirizadas via arresto judicial há um ano, segundo o diretor-geral do hospital Edmar Santos. O último pagamento, de cerca de R$ 7,5 milhões, foi feito na última sexta-feira, segundo a Secretaria Estadual de Fazenda. 

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Serviços como limpeza e segurança no Hospital Universitário Pedro Ernesto, no Rio têm sido pagos às empresas terceirizadas

– Em janeiro de 2016, quando a gente assumiu (a direção do hospital), até meados de março, a principal crise era o não pagamento dessas empresas terceirizadas. A partir de abril. Passou a existir essa ação judicial da Defensoria Pública que começou a promover os arrestos. A gente regularizou a parte de custeio – disse Santos.

A última decisão de arresto foi da 6ª Vara da Fazenda Pública do Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro (TJ-RJ), em 16 de maio. Além da limpeza e da segurança, a alimentação dos pacientes, a rouparia e serviços de manutenção também foram pagos com o repasse compulsório.

Apesar disso, o hospital funciona com quantidade reduzida de leitos devido aos atrasos no pagamento dos servidores públicos. Dos 350 que o hospital poderia ativar atualmente. Apenas entre 180 a 200 leitos estão disponíveis.

Os trabalhadores

Os trabalhadores não receberam o décimo terceiro salário de 2016. Além disso, a remuneração vem sendo paga apenas no fim do mês seguinte. "Isso criou uma série de endividamentos nas famílias dos funcionários. Tem criado muitas dificuldades até para as pessoas terem dinheiro para vir trabalhar, muitas vezes". Explica Edmar Santos. "É isso que no momento está dificultando o dia a dia no hospital."

O diretor lamenta que as dificuldades prejudiquem também a formação dos estudantes de medicina da Universidade do Estado do Rio de Janeiro. Que têm aulas práticas no hospital. "Isso causa um prejuízo ao ensino que a casa proporciona. A grande vocação do hospital é justamente a formação de recursos humanos."

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