Rio de Janeiro, 06 de Setembro de 2026

Hospital paulista restringe atendimento

Quinta, 28 de Abril de 2005 às 07:17, por: CdB

O hospital Santa Marcelina, principal unidade pública hospitalar da zona leste de São Paulo, não faz mais pronto-atendimento, serviço que atende casos simples, como uma dor de garganta. Somente urgência e emergências são aceitas no hospital gerenciado pela prefeitura. Além do pronto-atendimento, o hospital, uma das quatro unidades de referência da capital, também não realiza mais os serviços de fisioterapia e de saúde mental do hospital foram extintos.

A Secretaria de Estado da Saúde, que dá R$ 1 milhão por mês ao Santa Marcelina, informou que os hospitais estaduais de São Mateus e Guianazes já estão sobrecarregados por causa do fechamento dos serviços. Segundo a direção do Santa Marcelina, a crise financeira que se arrasta há anos agravou-se em dezembro passado e estourou em janeiro.

Os 26,6 mil atendimentos mensais na antiga área de pronto-atendimento e pronto-socorro caíram para 15 mil. O Santa Marcelina tem 727 leitos e, para uma despesa mensal de R$ 12 milhões, a unidade fatura apenas R$ 7 milhões pelo SUS e outros R$ 2 milhões de planos de saúde.

A restrição do atendimento era discutida desde agosto do ano passado dentro de projeto do Ministério da Saúde para melhorar a assistência em hospitais. O Santa Marcelina iria se concentrar nos casos complexos, só que para isso deveria haver preparação dos postos de saúde para atender os casos simples. No entanto, a crise fez a restrição ser acelerada.

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