O hospital Maria Regina, localizado em Bauru, interior de São Paulo, está sob suspeita de ter utilizado água contaminada em sessões de hemodiálise, expondo seus pacientes a risco de morte. O aposentado Arquimedes Mendes, 75 anos, passou mal após sessão no Maria Regina, e foi internado numa Unidade de Terapia Intensiva (UTI).
A hemodiálise é um procedimento médico que retira as impurezas do sangue humano, cumprindo a função dos rins em pacientes com insuficiência renal. Durante a hemodiálise, água é diluída no sangue do paciente e qualquer alteração na composição da água - sobretudo a contaminação por bactérias - pode causar a morte da pessoa em tratamento.
Não há provas ainda de que o hospital, de fato, tenha usado água contaminada nas sessões. Durante o tratamento, é comum que, mesmo em circunstâncias normais, os pacientes passem mal e eventualmente sejam internados.
O hospital Maria Regina anunciou que, por precaução, as sessões foram suspensas até que as máquinas de hemodiálise sejam analisadas por técnicos. A insitituição é uma referência no interior paulista em tratamento renal e já realizou mais de 100 transplantes de rim. Em todo o Brasil, o Ministério da Saúde calcula que mais de 10 milhões de pessoas dependam de sessões de hemodiálise para sobreviver.
A Secretaria de Saúde do Estado, que fiscaliza clínicas e hospitais de diálise, disse que está investigando o caso.